5 janeiro 2026

Ameaça contra mulher termina em apreensão de armas e R$ 1,2 milhão

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Durante o cumprimento de um mandado judicial em Prudentópolis, na região central do Paraná, a Polícia Civil localizou armas de fogo e uma quantia milionária em dinheiro escondida dentro de bolsas de viagem.

A diligência foi realizada na quarta-feira (31/12), após autorização da Justiça, no contexto de uma investigação que apura o crime de ameaça contra uma mulher no âmbito familiar.

O alvo da ordem judicial era um apartamento localizado no pavimento superior de um sobrado residencial.

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Ao entrarem no imóvel, os policiais se depararam com um volume expressivo de dinheiro em espécie, armas e documentos que levantaram suspeitas de crimes além daquele que motivou a ação inicial.

No total, foram apreendidos aproximadamente R$ 1,2 milhão em reais, além de dólares, centenas de folhas de cheque, contratos particulares e notas promissórias.

Também foram recolhidas três armas de fogo, uma pistola calibre 9 mm, uma carabina calibre .22 e uma espingarda calibre 12, além de munições de diversos calibres.

Segundo a Polícia Civil, a combinação entre dinheiro vivo, documentos financeiros e armamento aponta para a possível prática de agiotagem, crime caracterizado pelo empréstimo ilegal de dinheiro com cobrança de juros abusivos, fora do sistema bancário oficial.

Tentativa de esconder dinheiro

A movimentação no local chamou atenção ainda antes da entrada dos agentes no apartamento. Enquanto dois policiais subiam para cumprir o mandado, um terceiro permaneceu do lado de fora dando apoio à equipe.

De acordo com o relato policial, os ocupantes do imóvel arremessaram bolsas de viagem pela janela em direção ao telhado de um prédio vizinho, em uma tentativa de se livrar do dinheiro antes da abordagem. As bolsas acabaram ficando presas na estrutura do imóvel ao lado.

O Corpo de Bombeiros precisou ser acionado para resgatar o material.

Nova investigação

Diante do material encontrado, a Polícia Civil informou que um novo inquérito foi instaurado para apurar crimes financeiros, posse ilegal de armas e eventual lavagem de dinheiro.

A investigação agora busca identificar a origem dos valores, o destino do dinheiro, possíveis vítimas da prática de agiotagem e se há outras pessoas envolvidas no esquema.

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