6 janeiro 2026

Após ataque à Venezuela, Trump cogita nova ação militar contra a Colômbia e critica México

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Foto: Reprodução/The White House

Após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a elevar o tom e afirmou que uma nova ofensiva militar, desta vez contra a Colômbia, “soa bem”.

A declaração foi feita na noite deste domingo (4), a bordo do Air Force One, quando Trump foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade de ampliar as ações militares na América do Sul. O republicano fez críticas diretas ao presidente colombiano Gustavo Petro, a quem chamou de “homem doente”.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos — e isso não vai continuar por muito tempo”, afirmou Trump. Questionado se considerava uma operação militar contra o país, respondeu: “Soa bem para mim”.

Em outubro de 2025, o governo Trump já havia aplicado sanções contra Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

Além da Colômbia, Trump também atacou o México. Segundo ele, os Estados Unidos precisam “fazer alguma coisa” em relação ao país vizinho. “O México precisa se organizar”, declarou, sem dar mais detalhes.

Reação da Colômbia

Nesta segunda-feira (5), o presidente Gustavo Petro repudiou as declarações de Trump, classificando-as como uma “ameaça ilegítima”. Petro acusou o governo norte-americano de usar o discurso contra a Colômbia por interesses políticos e afirmou que o país não aceitará intimidações externas.

Trump também comentou sobre Cuba, dizendo que uma intervenção militar dos EUA provavelmente não será necessária. Segundo ele, o país estaria prestes a entrar em colapso por conta própria. “Cuba está prestes a ser nocauteada”, afirmou.

As declarações ocorrem após a ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos na madrugada de sábado (3), em Caracas, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. Após a deposição de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi confirmada como presidente interina da Venezuela.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça venezuelano, que justificou a medida como necessária para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”. As Forças Armadas do país também reconheceram Rodríguez como presidente interina. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, anunciou que ela permanecerá no cargo por um período inicial de 90 dias.

Trump afirmou neste domingo que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela após a queda de Maduro. Questionado se havia conversado com Delcy Rodríguez, o presidente evitou detalhes, mas reforçou: “Isso significa que nós estamos no comando”.

Apesar das falas de Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, adotou um discurso mais cauteloso. Ele afirmou que os Estados Unidos não pretendem administrar o governo venezuelano e que a principal medida seguirá sendo a chamada “quarentena do petróleo”.

Em entrevista à emissora CBS, Rubio explicou que a quarentena, já aplicada a navios-tanque sancionados antes da queda de Maduro, continuará em vigor como forma de pressão política. Segundo ele, o objetivo é forçar mudanças na gestão da indústria petrolífera e combater o tráfico de drogas.

“É esse o tipo de controle a que o presidente se refere”, disse Rubio, ao comentar as declarações de Trump.

Maduro detido e reunião na ONU

Nicolás Maduro chegou a um centro de detenção em Nova York no fim da noite de sábado. Ele foi levado sob custódia à sede da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Imagens do venezuelano escoltado por agentes foram divulgadas por um perfil oficial da Casa Branca nas redes sociais.

Maduro deve comparecer a um tribunal federal em Manhattan nesta segunda-feira, às 14h (horário de Brasília). A audiência será conduzida pelo juiz Alvin K. Hellerstein e marcará a primeira apresentação formal do ex-presidente venezuelano à Justiça dos EUA, onde responde a acusações de narcotráfico. Cilia Flores também deve comparecer à sessão.

Ainda nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 países, deve realizar uma reunião de emergência para discutir a legalidade da captura de Maduro e a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela.

Veja:

Informações via g1.
Por Marcos Henrique.

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