Depois da participação especial de Crô (Marcelo Serrado), de “Fina Estampa”, a Globo volta a apostar na nostalgia e prepara mais uma aparição de peso em “Três Graças”. Desta vez, quem entra em cena é ninguém menos que Téo Pereira, personagem imortalizado por Paulo Betti em Império.
O jornalista de língua afiada surgirá na trama em uma sequência que promete agitar os bastidores do poder em torno de Ferette (Murilo Benício). Diferentemente de uma simples homenagem, a participação é integrada diretamente ao núcleo central da novela e movimenta a engrenagem dramática da história.
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Téo aparece investigando justamente o empresário mais poderoso da trama. Em cenas previstas para irem ao ar na semana do Carnaval, ele se encontra com Zendilda (Andréia Horta), que confirma a ele a traição de Ferette com Arminda (Grazi Massafera) — informação explosiva que pode implodir de vez a imagem pública do vilão. O veterano jornalista se prepara, então, para publicar a notícia, deixando claro que está disposto a expor tudo.
A movimentação deixa Ferette em pânico. Avisado por Xênica (Carla Marins) de que há “uma pessoa importante” à sua espera, ele tenta se livrar do repórter, mas não consegue. Irritado, manda expulsar Téo de seu escritório e ainda tenta comprar seu silêncio, oferecendo dinheiro para que a matéria não venha a público. O jornalista, fiel à sua reputação, recusa a proposta.
A tensão cresce quando Ferette encerra a entrevista de forma abrupta e expulsa o repórter do local. Nos bastidores, Macedo chega a sugerir que o empresário mande atropelar o jornalista, numa clara referência aos métodos sujos já usados na trama. Ferette, porém, recua, temendo que Zendilda se aproveite da situação para virar o jogo contra ele.
A entrada de Téo Pereira funciona como catalisador da crise do vilão. Não se trata apenas de uma participação afetiva para o público, mas de uma peça dramática que empurra a história para um novo patamar de confronto público e político.






