28 janeiro 2026

Botafogo enfrenta pressão financeira na SAF e avalia alternativas para atravessar crise

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A SAF do Botafogo atravessa um período de forte pressão financeira, com impacto direto na gestão do futebol e no planejamento do clube. O passivo total gira em torno de R$ 1,5 bilhão, sendo aproximadamente R$ 700 milhões em dívidas de curto prazo, que envolvem compromissos assumidos em contratações e valores administrados dentro da Recuperação Extrajudicial solicitada em 2023.

No centro do projeto está John Textor, acionista majoritário da SAF, que trava disputas judiciais com credores e busca alternativas para aliviar o fluxo de caixa no curto prazo. O empresário afirmou que pretende realizar um aporte de cerca de R$ 270 milhões para “fazer a máquina girar”. Com esse valor, a SAF teria novo capital de giro e poderia regularizar pendências que resultaram em um transfer ban imposto pela Fifa, relacionado à dívida com o Atlanta United na contratação de Thiago Almada.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Foto: Vitor Silva/ Botafogo Reprodução/botafogo Reprodução / Botafogo

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Internamente, no entanto, há incertezas quanto à viabilidade e ao prazo para a entrada desse montante. A ausência de confirmação sobre o aporte de aproximadamente 50 milhões de dólares faz com que o clube já considere a possibilidade de não conseguir reverter a punição da Fifa dentro desta janela de transferências, que se encerra no início de março. Diante desse cenário, a gestão estuda medidas para preservar o elenco atual, com foco em evitar saídas e manter o nível de competitividade.

Paralelamente à situação financeira, Textor enfrenta disputas societárias envolvendo a Eagle Football e o fundo Ares Management. O Ares tornou-se credor após o investimento realizado na aquisição do Lyon, em 2022, e possui cláusulas contratuais que permitem assumir o controle da Eagle em caso de inadimplência. Conforme noticiado por “O Globo”, o fundo exerceu esse direito e deve escantear o mandatário alvinegro nos próximos dias.

No Botafogo, Textor permanece no comando da SAF amparado por uma liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que suspendeu mudanças societárias. Caso essa decisão seja derrubada, o controle da SAF pode ser alterado. No Lyon, o empresário foi afastado da gestão após conflitos com outros sócios da Eagle e questionamentos envolvendo sua relação com a Liga Francesa. Desde então, Michelle Kang, sul-coreana naturalizada estadunidense, assumiu a presidência do clube francês.

A relação entre as partes segue marcada por divergências. Textor aponta que Kang rompeu com o modelo de multiclubes da Eagle, que operava com caixa único, e afirma que não houve avanço no pagamento de uma dívida estimada em 34 milhões de euros, cerca de R$ 211 milhões, do Lyon com o Botafogo.

Fontes ligadas ao Botafogo Social, detentor de 10% das ações da SAF, relatam um cenário de urgência. A avaliação é de que a continuidade do projeto depende da entrada de recursos novos e da resolução dos impasses dentro da Eagle Football. A possibilidade de descumprimento de obrigações já havia sido mencionada por João Paulo Magalhães, presidente do clube, em entrevista ao Lance! concedida no dia 25 de novembro.

Atualmente, a SAF do Botafogo acumula dois meses de atraso no pagamento de direitos de imagem aos jogadores, além de pendências no recolhimento do FGTS. A diretoria trabalha para regularizar a situação enquanto aguarda a concretização do aporte anunciado por John Textor.

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