12 janeiro 2026

Brasileiros ficam presos em aeroporto de Aruba após invasão dos EUA à Venezuela

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Um grupo de cerca de 100 brasileiros ficaram retidos em Aruba, no Caribe, após o agravamento da crise política e militar envolvendo a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que provocou o cancelamento de voos e afetou conexões internacionais. Eles permanecem concentrados no saguão do aeroporto local, em condição de vulnerabilidade, aguardando informações sobre como retornar ao Brasil. Segundo os relatos, a maioria já precisou deixar hotéis e não recebeu orientação sobre alimentação, estadia ou realocação em outros voos.

Atualmente, há apenas dois voos semanais entre Aruba e o Brasil, operados às quartas-feiras e aos sábados. No momento, conforme apuração do apresentador da LeoDias TV, Arthur Pires, não há representantes da companhia área no local, e o próximo voo disponível já está lotado, o que impede qualquer tentativa de remarcação imediata. Passageiros afirmam que não existe guichê da companhia nem funcionários no local para prestar esclarecimentos.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Brasileiros ficaram presos no aeroporto de Aruba Brasileiros ficaram presos no aeroporto de ArubaReprodução / https://www.airportaruba.com Brasileiros ficaram presos no aeroporto de Aruba

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Diante do impasse, o grupo buscou ajuda junto à embaixada brasileira. A resposta recebida foi enviada por e-mail e repassada aos passageiros, reforçando que apenas a companhia aérea pode realizar remarcações ou cancelamentos de reservas e efetuar reembolsos, orientando ainda que os viajantes adquiram novas passagens por conta própria com outras companhias e, posteriormente, tentem reaver os valores por meio do seguro viagem.

Para tentar se organizar, os brasileiros criaram um grupo no WhatsApp com representantes de cada família. O grupo reúne cerca de 100 pessoas que seguem no aeroporto, sem previsão de retorno e sem assistência formal.

Passageira relata situação em aeroporto
Uma das passageiras retidas, a turista Fernanda Tardoshi, publicou um vídeo nas redes sociais relatando a situação vivida em Aruba. No depoimento, ela afirma: “Eu tinha ontem (3/01) um retorno para o Brasil para o aeroporto de Guarulhos às 11 horas e eu recebi um e-mail cedo da GOL, falando que o nosso voo tinha sido cancelado. Desde então foi o único contato que a Gol fez conosco. Eu, meus amigos e cerca mais ou menos de 100 brasileiros estamos aqui no aeroporto de Aruba sem saber o que fazer, sem saber quando iremos voltar para casa”, disse em um trecho da gravação.

“Não tem nenhuma informação de voo extra, se a gente vai ser realocado em outro voo. Tem gente que conseguiu fazer remarcar para o dia 10, mas a Gol não fala como que a gente vai conseguir fazer para ficar aqui. Todo mundo já teve que devolver hotel, não tem onde ficar. Está aqui no aeroporto, esperando alguma posição. Não temos informação de como nós vamos nos alimentar. A Gol simplesmente não passou a informação nenhuma para a gente”, prosseguiu Fernanda.

Ela frisou ainda que funcionários da companhia aérea foram até o aeroporto na noite de ontem para tentar conseguir o reembolso da passagem. “Não é o que nós queremos, a gente não quer o reembolso da passagem. A gente quer voltar para casa, a gente quer alguma informação de quando a gente vai conseguir voltar para casa. A gente quer uma informação de onde nós podemos ficar. É, enfim, a gente quer um respaldo, um respeito. São eu acho que praticamente 100 brasileiros aqui e a Gol não passa informação nenhuma”.

Em contato com a reportagem do portal LeoDias, Fernanda atualizou a situação: “Neste momentos algumas pessoas conseguiram marcar um voo para hoje à meia noite, que estamos na expectativa de não ser cancelado. E outra parte conseguiu remarcar para o dia 10 e sem nenhum retorno ou suporte da GOL até o momento”.

Procurada, a GOL Linhas Aéreas informou, em breve comunicado, que já enviou uma aeronave para trazer esses clientes. “Eles também já foram avisados e estão recebendo o apoio necessário”, disse a assessoria da companhia aérea.

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