14 janeiro 2026

Caso Henri Castelli: saiba o que fazer e o que evitar ao presenciar uma crise convulsiva

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Após o episódio envolvendo o ator Henri Castelli no “BBB26”, que reacendeu o debate sobre crises convulsivas, uma dúvida comum voltou à tona: como agir corretamente ao presenciar uma pessoa convulsionando? Para esclarecer o tema e orientar o público, o portal LeoDias conversou com o neurologista Dr. Sergio Jordy, que explicou quais atitudes podem ajudar, e quais devem ser evitadas, em uma situação de emergência.

Segundo o especialista, o primeiro passo é manter a calma e garantir a segurança da pessoa que está em crise. “Primeiramente no momento da crise o paciente deve ser colocado de lado e afastado de objetos e moveis para que não se machuque durante a crise, que geralmente dura poucos minutos, afrouxe as roupas do paciente e ao mesmo tempo chame o socorro. Não se deve colocar os dedos na boca ou língua”, orienta.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Henri Castelli no BBB26Reprodução / X Henri Castelli durante a prova do líderReprodução / X Henri CastelliReprodução Instagram Henri Castelli Henri Castelli convulsiona durante prova do líderReprodução / X Henri Castelli foi anunciado no “BBB26” nesta segunda-feira (12/1).Divulgação/BBB26 Imagens da fratura no rosto de Henri CastelliReprodução / Instagram Henri CastelliReprodução / Globo e Instagram

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Colocar a pessoa de lado é fundamental para evitar engasgos, principalmente com saliva ou secreções. Dr. Sergio Jordy reforça que uma das práticas mais comuns, e perigosas, é tentar abrir a boca do paciente ou segurar a língua. Essas ações podem causar ferimentos tanto em quem presta ajuda quanto na própria vítima da crise.

Enquanto o atendimento médico não chega, alguns cuidados simples podem fazer diferença. “Sim além de se possível apoiar a cabeça do paciente em algo macio casaco ou bolsa”, explica o neurologista. A medida ajuda a reduzir o risco de traumatismos durante os movimentos involuntários.

Apesar do impacto visual e do susto que a cena costuma causar, o médico destaca que, na maioria dos casos, a convulsão não deixa sequelas permanentes. “Na maioria das vezes a crise não causa danos permanentes exceto se a crise for prolongada e/ou for secundária a uma lesão cerebral como AVC, tumor ou meningite por exemplo sendo que o paciente terá as sequelas relativas a doença de base ou complicações da crise como aspiração de secreções, quedas e traumas secundárias à crise pode ocorrer mais raramente. A SUDEP, que é a morte súbita sem causa identificável, é rara e não costuma acontece em quem não tem o diagnóstico de epilepsia”.

Os riscos aumentam, no entanto, em situações específicas. “Os riscos são maiores em causar danos permanentes quando ocorrem crises prolongadas acima de 5 minutos, crises repetidas sem tempo para recuperação, traumas decorrentes da crise”, alerta o especialista.

Diante desses cenários, a recomendação médica é clara: toda crise convulsiva deve ser avaliada por profissionais de saúde, especialmente quando dura mais de alguns minutos, ocorre pela primeira vez ou vem acompanhada de quedas e batidas. A informação correta e a atitude adequada podem ser decisivas para preservar a vida e evitar complicações.

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