22 janeiro 2026

Cerca de 20 países confirmam adesão ao Conselho da Paz proposto por Donald Trump

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O Ministro da Corte do Primeiro-Ministro do Bahrein, Shaikh Isa bin Salman bin Hamad Al Khalifa, o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser Bourita, seguram a Carta assinada do Conselho da Paz, que visa a resolução de conflitos globais. — Foto: Denis Balibouse/Reuters
O Ministro da Corte do Primeiro-Ministro do Bahrein, Shaikh Isa bin Salman bin Hamad Al Khalifa, o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser Bourita, seguram a Carta assinada do Conselho da Paz, que visa a resolução de conflitos globais. — Foto: Denis Balibouse/Reuters

Cerca de 20 países já confirmaram participação no chamado Conselho da Paz, organização internacional proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A confirmação ocorreu na manhã desta quinta-feira (22), durante a cerimônia oficial de criação do novo órgão.

O evento contou com a presença da maioria dos representantes dos países que aceitaram integrar o conselho, que terá Donald Trump como presidente vitalício, conforme anunciado na fundação da entidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado a integrar o grupo, mas ainda não respondeu ao convite. Além do Brasil, países como Reino Unido, China, Croácia, Alemanha, Itália, Rússia, Singapura e Ucrânia receberam o convite, mas não confirmaram nem recusaram oficialmente a participação.

Países que confirmaram adesão ao Conselho da Paz

Até o momento, confirmaram participação:
Armênia, Arábia Saudita, Argentina, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Bulgária, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

Autoridades presentes na cerimônia

A cerimônia de criação do conselho contou com a presença de líderes ou representantes de 19 países, entre eles:

  • Rei do Bahrein, Hamad Isa Al Khalifah;

  • Presidente da Argentina, Javier Milei;

  • Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán;

  • Presidente da Indonésia, Prabowo Subianto;

  • Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev;

  • Presidente do Kosovo, Vjosa Osmani-Sadriu;

  • Primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif;

  • Presidente do Paraguai, Santiago Peña;

  • Autoridades da Arábia Saudita, Catar, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão, Marrocos, Armênia, Bulgária, Jordânia, Azerbaijão e Mongólia.

Apesar de terem aceitado integrar o conselho, Belarus, Egito, Israel e Vietnã não enviaram representantes para a cerimônia.

Resistência internacional

Até o momento, o Conselho da Paz não conta com a adesão de grandes potências mundiais. Países como França, Noruega, Eslovênia e Suécia já informaram oficialmente que não irão participar da iniciativa.

Outros países seguem avaliando o convite, entre eles Brasil, Reino Unido, China, Alemanha, Itália, Rússia, Singapura e Ucrânia.

Estrutura e objetivos

O Conselho da Paz foi anunciado na semana passada e, segundo Trump, terá como uma de suas atribuições supervisionar um governo de transição para administrar o território palestino. De acordo com um rascunho do estatuto obtido por agências internacionais, o presidente do conselho terá poder de veto exclusivo, além de mandato vitalício.

O documento também prevê o pagamento de US$ 1 bilhão para que países permaneçam como membros do órgão internacional.

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