
Com a cheia em Sena Madureira, famílias precisam redobrar a atenção ao entrar em contato com água contaminada, que pode conter resíduos, lixo, impurezas e esgoto. O contato com essas águas aumenta o risco de doenças como leptospirose, hepatite A, diarreias e outras infecções.
A leptospirose, por exemplo, é transmitida quando a urina de ratos presente em esgotos e lixos se mistura à água ou à lama. A bactéria Leptospira penetra no organismo por ferimentos ou cortes na pele. Os sintomas iniciais podem se confundir com gripe e incluem febre, dor de cabeça, dores musculares — especialmente nas panturrilhas — e, em alguns casos, coloração amarelada na pele e nas mucosas (icterícia).
Além da leptospirose, o contato com lixo e detritos traz outros riscos, pois resíduos presentes na água podem favorecer a disseminação de bactérias e vírus causadores de diarreias e hepatites. Crianças e adolescentes devem evitar nadar ou brincar em rios, igarapés e áreas alagadas, enquanto idosos e pessoas com doenças crônicas devem ter cuidado redobrado.
O uso de água contaminada para higiene pessoal ou preparo de alimentos também é perigoso e pode facilitar a transmissão dessas doenças. Por isso, é recomendado que qualquer pessoa que tenha contato com a água das enchentes e apresente sintomas fora do habitual procure imediatamente uma unidade de saúde.
Medidas simples, como evitar contato direto com a água e o lixo transportado pelas enchentes, ajudam a reduzir os riscos de doenças durante o período de cheia.






