Início / Versão completa
Geral

Conselho Regional de Medicina repudia ataques racistas contra médica

Por Metrópoles 03/01/2026 21:27
Publicidade

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) divulgou neste sábado (3/1) nota de repúdio aos atos de racismo praticados contra a médica Rithiele Souza Silva, alvo de ofensas racistas em um grupo de WhatsApp formado por bombeiros militares após a repercussão de um vídeo em que ela relata uma abordagem policial no Distrito Federal. O caso é investigado pela Polícia Civil (PCDF).

Publicidade

Em posicionamento oficial, o CRM-DF classificou a conduta como “absolutamente inadmissível” e afirmou que o racismo é crime inafiançável, além de representar uma afronta direta à Constituição Federal. “O episódio atenta contra os direitos humanos, a dignidade da pessoa e os valores fundamentais da sociedade brasileira.”

A entidade também manifestou solidariedade à médica. “Temos um compromisso inegociável com a defesa da honra e da dignidade de médicos e médicas. Há neste caso profundos impactos pessoais, profissionais e sociais decorrentes de práticas discriminatórias”, completou.

Leia também

Relembre o caso

Um vídeo publicado pela médica Rithiele Souza Silva nas redes sociais, que já ultrapassou 1,7 milhão de visualizações, deu início à repercussão do caso. Nas imagens, ela relata uma abordagem policial sofrida na região de Sobradinho, no Distrito Federal, enquanto voltava para casa.

Segundo a médica, os policiais militares pediram que ela descesse do carro e a questionaram se tinha passagens pela polícia, o que a deixou constrangida. Rithiele contou que a postura dos agentes mudou após a apresentação da carteira profissional de médica, tornando a abordagem mais tranquila.

O vídeo chegou a um grupo de WhatsApp formado por bombeiros militares. Em reação à publicação, um dos integrantes fez comentários ofensivos e de cunho racista contra a médica, utilizando termos pejorativos.

2 imagensFechar modal.1 de 2

Médica Rithiele Souza relatou abordagem policial em vídeo que viralizou; após a repercussão, ela foi alvo de ofensas racistas em grupo de WhatsApp

Imagem cedida ao Metrópoles2 de 2

Vídeo publicado pela médica Rithiele Souza, no qual ela relata uma abordagem policial no DF, ultrapassou 1,7 milhão de visualizações e deu origem à investigação sobre ofensas racistas

Imagem cedida ao Metrópoles

Rithiele tomou conhecimento das mensagens por meio de outro bombeiro militar que ela conhecia, e registrou ocorrência policial.

Posicionamentos

Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do DF informou que ainda não foi oficialmente comunicado sobre o boletim de ocorrência, mas afirmou que, assim que houver notificação formal, será instaurado processo administrativo para apurar os fatos. A corporação ressaltou que não compactua com condutas contrárias à lei, à ética ou aos valores institucionais.

A Polícia Militar do DF afirmou que a abordagem relatada no vídeo faz parte da rotina do policiamento ostensivo e reforçou que suas ações seguem critérios técnicos e legais, devendo ocorrer de forma respeitosa e sem distinção de raça, profissão ou condição social.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.