14 janeiro 2026

Fechamento de escola histórica em Sena Madureira revolta pais e pode parar no Ministério Público

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Foto: Reprodução / Google Maps

O anúncio do possível fechamento da Escola de Ensino Fundamental Guttemberg Modesto da Costa, no bairro do Bosque, em Sena Madureira, provocou forte reação de pais e responsáveis pelos alunos atendidos pela unidade. Com quase cinco décadas de funcionamento, a escola é considerada uma das mais tradicionais do município e atualmente atende cerca de 280 estudantes.

A proposta da Prefeitura é encerrar as atividades na escola e transferir os alunos para a Escola Hermano Filho, recém-inaugurada e localizada na Rua Maranhão, próxima à rotatória de entrada da cidade. A medida, no entanto, não foi bem recebida pela comunidade escolar, que aponta diversos problemas relacionados à mudança, especialmente a distância entre as unidades e o risco oferecido pelo tráfego intenso de veículos na região da nova escola.

Pais de alunos relatam preocupação com a segurança das crianças durante o deslocamento e também com a adoção do regime de ensino em tempo integral, previsto na nova unidade. Segundo eles, a mudança pode gerar desgaste físico e mental nos estudantes, além de dificultar a rotina de famílias que trabalham em horário comercial.

Uma das mães ouvidas pela reportagem afirmou que não vê justificativa para o fechamento da escola atual. Segundo ela, o prédio está em boas condições de uso e sempre atendeu adequadamente à comunidade do bairro. “Não concordamos com essa decisão. Além do perigo no trânsito, o ensino integral não atende à realidade de muitas famílias”, desabafou.

Diante da insatisfação, os pais se mobilizaram e convocaram uma reunião com a direção da escola e representantes da Secretaria Municipal de Educação, marcada para esta quinta-feira (15). O objetivo do encontro é buscar esclarecimentos e tentar alternativas que evitem o encerramento das atividades da unidade.

Caso não haja diálogo ou recuo da decisão, a comunidade não descarta levar a situação ao Ministério Público do Acre (MPAC), por entender que o fechamento pode causar prejuízos educacionais e sociais às crianças atendidas.

Procurada pela reportagem, a secretária municipal de Educação, Aurelina Pinheiro, não se manifestou sobre o assunto até o fechamento da matéria, apesar de ter recebido as solicitações de esclarecimento.

Com informações da Contilnet.

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