Início / Versão completa
SENA MADUREIRA

Fim de uma era: Telefonia pública chega ao fim e Sena Madureira ainda conta com 24 orelhões

Por Cris Menezes 21/01/2026 13:25 Atualizado em 21/01/2026 13:25
Publicidade
Imagem ilustrativa

Os telefones públicos, popularmente conhecidos como orelhões, estão com os dias contados nas ruas brasileiras. A partir deste mês, os aparelhos começam a ser retirados definitivamente em todo o país. No Acre, ainda existem 140 orelhões instalados em vias públicas de diversos municípios, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Publicidade

De acordo com a Anatel, cerca de 38 mil telefones públicos ainda permanecem em funcionamento no território nacional. A retirada ocorre após o fim das concessões do serviço de telefonia fixa, encerradas no ano passado, que obrigavam as empresas a manterem a infraestrutura dos orelhões.

No Acre, os municípios com maior número de aparelhos são Feijó, com 27 orelhões, Sena Madureira, com 24, e Tarauacá, com 22. A capital Rio Branco possui apenas três unidades. Já Xapuri, Brasiléia e Capixaba contam com apenas um orelhão cada. Em Epitaciolândia e Plácido de Castro, não há dados registrados pela agência.

Com o término dos contratos, as operadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixaram de ter obrigação legal de manter os telefones públicos. A extinção, no entanto, não ocorrerá de forma imediata em todas as localidades. A partir de janeiro, terá início a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados.

Publicidade

Segundo a Anatel, os orelhões só deverão ser mantidos, até 2028, em cidades onde não há cobertura de telefonia móvel. O processo de retirada já vinha acontecendo gradualmente nos últimos anos. Em 2020, por exemplo, o Brasil ainda possuía cerca de 202 mil aparelhos instalados nas ruas.

Como contrapartida pela desativação, a Anatel determinou que as empresas redirecionem os recursos antes utilizados na manutenção dos orelhões para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que atualmente concentram a maior parte da comunicação no país.

Dados mais recentes indicam que mais de 33 mil orelhões ainda estão ativos no Brasil, enquanto cerca de 4 mil encontram-se em manutenção.

Criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, o orelhão se tornou um ícone urbano brasileiro. Inicialmente chamado de Chu I e, posteriormente, de Tulipa, o modelo se destacou pelo design inovador e funcional, que melhorava a acústica das ligações e protegia o usuário do ruído externo. O formato foi tão marcante que acabou sendo reproduzido em países como Peru, Angola, Moçambique e China.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.