
O foragido da Justiça José Costa de Paiva, de 42 anos, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na manhã desta quinta-feira (8), após sofrer uma violenta agressão com golpes de ripa, no bairro Jardim Primavera, em Rio Branco.
A ocorrência foi registrada na rua Tulipa. Segundo informações colhidas no local, a vítima foi encontrada em via pública, bastante machucada e pedindo ajuda, por uma prima identificada como Leila, que havia saído de casa para comprar pão e se deparou com José em situação de sofrimento.
O Samu foi acionado e enviou a ambulância de suporte avançado. A equipe realizou os primeiros atendimentos ainda no local e, após estabilizar o paciente, o encaminhou ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde ele ficou sob os cuidados do setor de traumatologia.
De acordo com a médica do Samu, Dra. Débora Gama, José apresentava um ferimento corto-contuso na cabeça, resultando em traumatismo craniano leve, além de fratura no braço direito, fraturas nas costelas e diversos hematomas pelo corpo, compatíveis com agressões físicas. Apesar da gravidade dos ferimentos, o estado de saúde foi considerado estável.
A Polícia Militar foi acionada e guarnições do 1º Batalhão compareceram ao local para apurar as circunstâncias da agressão. Durante consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), os policiais constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra José Costa de Paiva, expedido pela Vara do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, pelo crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro.
Após receber alta médica, José deverá ser encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) e, em seguida, conduzido ao Complexo Penitenciário Dr. Francisco de Oliveira Conde (FOC), onde ficará à disposição da Justiça.
Familiares relataram ainda que José é usuário de entorpecentes e que frequentemente causava desordem na comunidade. Segundo eles, a agressão pode estar relacionada a uma possível cobrança de dívida ligada ao tráfico de drogas, hipótese que ainda será apurada.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.






