31 janeiro 2026

Governo Federal inclui duas escolas indígenas do Acre no Novo PAC de educação

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Foto: Mardilson Gomes/SEE

O Governo Federal incluiu duas escolas indígenas do Acre nas ações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) voltadas à educação. A medida integra o Eixo Educação, Ciência e Tecnologia e prevê a construção e ampliação de 117 escolas indígenas em 17 estados, priorizando espaços educativos que respeitem a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos originários.

A inclusão das escolas acreanas está prevista na Resolução nº 12/2026, que também prevê a construção de cinco novos campi de institutos federais e investimentos em melhorias e expansão da infraestrutura de universidades e institutos federais em todo o país.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a ação segue os princípios da Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE) e está amparada na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil, que garante direitos fundamentais a povos indígenas, tribais e comunidades tradicionais.

O critério de seleção das escolas considerou fatores técnicos, territoriais e populacionais, incluindo a identificação de vazios assistenciais, vulnerabilidade social das comunidades e a anuência das lideranças indígenas. A formalização das propostas será feita por meio do sistema TransfereGov, com análise técnica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e operacionalização pela Caixa Econômica Federal.

No Acre, as duas escolas selecionadas receberão infraestrutura adequada, salas de aula padronizadas e equipamentos escolares, de acordo com as necessidades das comunidades. O governo federal ressalta que a medida representa um avanço estratégico no fortalecimento da educação escolar indígena e na garantia de direitos educacionais para os povos originários.

Além das escolas indígenas, o Novo PAC prevê investimentos em educação superior, com a construção de novos campi e ampliação de estruturas em universidades federais, totalizando 377 obras e cerca de R$ 3,4 bilhões em investimentos no eixo de consolidação, além de R$ 6,6 milhões para expansão.

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