Lilia Cabral emocionou ao prestar uma homenagem a Manoel Carlos no “Fantástico”, da Globo, neste domingo (11/1). Embora nunca tenha sido uma de suas Helenas, a atriz construiu uma parceria de longa data com o autor e brilhou em novelas como “História de Amor” e “Viver a Vida”. Com a morte de Maneco, ela não poupou emoção, destacou sua gratidão e exaltou o olhar único do autor, que marcou gerações.
No palco do “Fantástico”, Lilia abriu o coração e afirmou que Manoel enxergou camadas e profundidades para construir novos tipos de personagens: “Antes do Manoel Carlos, eu sentia que as pessoas me viam de um jeito muito específico: eu era a atriz divertida, colorida. Mas o Maneco tinha um olhar de raio-X e ele viu em mim a capacidade de entregar profundidade, além de leveza”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Lília Cabral presta homenagem a Manoel Carlos no “Fantástico”Foto/Globo Antagonista de Maneco, Lilia Cabral homenageia o autor: “Foi fundamental na minha carreira”. Reprodução: Globo O autor Manoel CarlosTV GLOBO / Cristiana Isidoro Manoel CarlosReprodução/@produtoraboapalavra Globo é acionada na Justiça por família de Manoel CarlosReprodução/Instagram/@umanovelademanoelcarlos Divulgação/ TV Globo
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Cabral destacou que essa descoberta transformou não só sua carreira, mas também a sua vida, e celebrou a arte de Manoel Carlos: “Eu lia os textos dele e pensava: ‘Ah, meu Deus, mas como é que se diz isso?’. Mas ele sabia. Ele ia desenhando cada personagem nas entrelinhas, com aquela sabedoria de quem observa a vida da janela. O Maneco me deu algo ainda mais valioso: a coragem”.
Com a voz embargada, Lilia também relembrou um depoimento do autor ao “Memória Globo”. Confira na íntegra:
“Procuro contar uma história e não me preocupo que ela seja verdadeira. Eu me preocupo que ela seja verossímil. O que me interessa é criar uma ponte entre a minha criação e o telespectador. Por isso, uso elementos do dia a dia nas minhas novelas. Isso aproxima muito o telespectador da trama.
Muitas vezes, acabo transformando as histórias noticiadas, como aconteceram mesmo. Elas ganham credibilidade, transpiram verdade. É preciso que ela passe pela lente da ficção, porque, às vezes, a realidade, de tão surpreendente, não é muito crível. Quero alcançar as pessoas naquilo que elas têm de mais íntimo e pessoal, que é a família.
Faço novelas para que as pessoas digam: ‘Tenho um tio igualzinho àquele personagem da sua novela’ ou ‘A minha mãe disse exatamente aquilo para mim’. Há uma frase que me norteia profissionalmente e que eu repito: ‘o grande problema da ficção é que ela precisa fazer sentido, enquanto a realidade não precisa’”.
Por fim, Lilia destacou toda a sua gratidão e celebrou o legado de Manoel Carlos, que morreu no último sábado (10/1), aos 92 anos, no Rio de Janeiro: “Maneco, a sua grandeza foi trazer tanta verdade para a tela que a gente muitas vezes esquecia o que era novela, o que era realidade. Nossa gratidão será eterna. Descanse em paz!”, finalizou a atriz.






