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SENA MADUREIRA

IML realiza perícia em aldeia indígena após morte em acidente fluvial

Por Camila Souza 30/01/2026 19:54
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A Polícia Civil do Acre (PCAC) realizou, nesta sexta-feira (30), todos os procedimentos periciais relacionados à morte do agente de saúde indígena Isaias Salomão Manchineri, vítima de um acidente fluvial na zona rural de Sena Madureira. A atuação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), com trabalho do Instituto Médico Legal (IML) e apoio do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI).

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O acidente ocorreu no rio Iaco, quando a vítima se deslocava em uma canoa. Durante o trajeto, um barranco cedeu às margens do rio, provocando o desmoronamento e a queda de uma árvore de grande porte sobre a embarcação, causando a morte imediata do agente indígena.

Devido à dificuldade de acesso à região, localizada nas proximidades da fronteira com o Peru, e às condições climáticas adversas, uma equipe do IML saiu de Rio Branco por volta das 9h, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), até a Aldeia Santa Cruz. No local, foi instalada uma estrutura provisória para a execução dos exames periciais.

De forma excepcional, todos os procedimentos foram realizados integralmente na própria comunidade indígena, sem a necessidade de remoção do corpo ou de exames complementares. A medida possibilitou a liberação imediata do corpo à família, respeitando os protocolos legais, bem como as particularidades culturais da comunidade, garantindo agilidade e dignidade no atendimento.

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Segundo o diretor do Instituto Médico Legal, Dr. Ítalo Maia, a atuação seguiu critérios técnicos e humanos rigorosos. “Diante das condições de difícil acesso, do mau tempo e da localização remota da comunidade, o Instituto Médico Legal adotou um procedimento excepcional, montando toda a estrutura necessária no próprio local onde a vítima residia. Essa atuação garantiu que todos os exames periciais fossem realizados com segurança, legalidade e respeito à família e à cultura da comunidade indígena, permitindo a liberação imediata do corpo, sem a necessidade de remoção ou exames complementares”, destacou.

Após a conclusão dos trabalhos periciais e a liberação do corpo para a realização dos ritos fúnebres, a equipe do IML retornou à capital por volta das 16h, com apoio do Ciopaer.

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