
Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, que estava desaparecido desde o réveillon após uma trilha no Pico Paraná, foi encontrado vivo nesta segunda-feira (5), no quinto dia de buscas no ponto mais alto da Região Sul do Brasil. A informação foi confirmada pela família, que comemorou o desfecho nas redes sociais. O jovem será encaminhado para um hospital da região para avaliação médica.
“Encontramos o Roberto! Ele está vivo, está bem e já estamos levando ele para o hospital. Obrigado a todos os anjos que vieram nos ajudar”, escreveu a família em uma publicação.
Em uma chamada de vídeo com parentes, Roberto contou que conseguiu chegar a uma fazenda chamada CGH, após caminhar mais de 20 quilômetros até a localidade de Cacatu, no município de Antonina, no litoral do Paraná. Ele relatou que sofreu escoriações pelo corpo, perdeu os óculos, estava sem botas e com dificuldades para enxergar, mas afirmou estar bem.
— Estou cheio de roxos e machucados, sem enxergar direito porque perdi meus óculos, sem bota, mas estou bem. Foi Deus — disse o jovem.
A notícia também foi celebrada por familiares e amigos. “Acharam o Betinho! Obrigado, Senhor!”, escreveu o primo Raul Farias Batista.
A amiga que acompanhava Roberto na trilha afirmou que conversou com a família e assumiu o erro de ter seguido adiante sem ele. Thayana Smith disse, em entrevista à Ric Record Paraná, que o jovem estava com outras pessoas e que não sabe como ele acabou se perdendo.
— Esse foi meu erro. Eu sei que errei ao deixá-lo vir sem mim, mas tinham outras pessoas com ele. Não tinha como se perder. Não sei o que aconteceu — declarou.
Vídeos publicados por Thayana nas redes sociais, nos quais ela comentava o ocorrido, viralizaram e geraram críticas. Em uma das postagens, ela afirmou ter tirado um “aprendizado” da situação, dizendo que não voltaria a fazer trilhas com pessoas sem experiência. Em outra, fez uma publicação com tom de ironia, o que aumentou a repercussão negativa.
Posteriormente, familiares de Roberto pediram que internautas evitassem especulações e reforçaram que o foco principal sempre foi localizar o jovem. A Polícia Civil do Paraná informou que investiga o caso.
Desde o desaparecimento, bombeiros, policiais, montanhistas e voluntários participaram das buscas na região. A família também alertou que não houve campanha de arrecadação de dinheiro para o resgate e pediu atenção para possíveis golpes nas redes sociais.
Segundo relatos, Thayana chegou ao acampamento por volta das 7h50 da manhã e, cerca de uma hora depois, foi alertada por outros trilheiros de que Roberto poderia estar perdido. Ela afirmou que tentou procurá-lo, mas que o grupo foi orientado pelos bombeiros a retornar para evitar novos riscos.
Testemunhas ouvidas pela imprensa relataram ainda que houve um desentendimento entre os dois durante a trilha. A amiga confirmou que chegou antes ao acampamento e que Roberto vinha logo atrás.
— Fico com um pensamento ruim por ter deixado ele para trás. Se eu não tivesse me separado, talvez isso não tivesse acontecido — afirmou.
O caso mobilizou equipes de resgate e chamou a atenção nas redes sociais ao longo dos últimos dias.






