5 janeiro 2026

Maduro deve ser transferido para a violenta “prisão dos famosos” de NY

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou em Nova York, nos Estados Unidos, na noite de sábado (3/1), após ser capturado por militares norte-americanos em Caracas. Nos próximos dias, o endereço do líder venezuelano deve ser o Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, lugar chamado de “prisão dos famosos”, que abriga mais de 1,3 mil detentos.

Maduro seguirá preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

O líder venezuelano deve ficar detido em uma penitenciária federal, e a única disponível em Nova York é o MDC do Brooklyn, um lugar constantemente descrito como “precário”, “violento” e “um inferno na Terra”.

Construída na década de 1990, a instalação já abrigou diversos presos famosos como o rappers R. Kelly (preso por crimes sexuais contra menores) e Sean “Diddy” Combs (condenado por tráfico sexual e mais).

O traficante Joaquín “El Chapo” Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa, também ficou detido no local antes de ser condenado à prisão perpétua. A socialite Ghislaine Maxwell — ex-esposa de Jeffrey Epstein — também teve uma estadia no local.

Até um nome brasileiro aparece entre os presos: o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, detido no local em 2017.

Leia também

Violência e precariedade

A unidade prisional, localizada em uma área industrial na orla de Brooklyn, abriga cerca de 1,3 mil detentos no momento. A maioria são pessoas que ainda guardam julgamento em tribunais federais de Nova York — o caso de Maduro.

O centro tem instalações recreativas ao ar livre, unidade médica com consultórios e um consultório odontológico.

No entanto, há denúncias de violência extrema, escassez de funcionários e tráfico generalizado de drogas e outros produtos ilícitos.

Documentos judiciais mostraram que o MDC do Brooklyn operava com apenas 55% do quadro de funcionários em 2024. No mesmo ano, ao menos três presos morreram esfaqueados dentro da unidade, além de dezenas de outros episódios de violência que terminaram com feridos.

A violência do local foi citada pelos advogados de Sean “Diddy” Combs para tentar garantir uma prisão domiciliar para o rapper. A defesa destacou os assassinatos e afirmou que o MDC do Brooklyn “não é lugar para ninguém ser mantido preso”.

Maduro chega aos EUA

A Casa Branca divulgou imagens do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado pelo governo norte-americano, algemado e desejando “boa noite” aos agentes que o aguardavam nos Estados Unidos.

São as primeiras imagens em que o rosto de Maduro aparece desde a captura. O líder venezuelano encontra-se sob custódia na agência antidrogas dos Estados Unidos em Nova York.

Maduro deve ser transferido para a violenta “prisão dos famosos” de NY - destaque galeria3 imagensNicolás Maduro chega aos Estados Unidos 
Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos 
Fechar modal.MetrópolesNicolás Maduro chega aos Estados Unidos 
1 de 3

Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos

Reprodução/Casa BrancaNicolás Maduro chega aos Estados Unidos 
2 de 3

Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos

Reprodução/Casa BrancaNicolás Maduro chega aos Estados Unidos 
3 de 3

Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos

Reprodução/Casa Branca

Maduro estava a bordo do navio USS Iwo Jima, mas foi transferido para uma aeronave que conduziu o presidente venezuelano a Nova York. Ele chegou junto a esposa Cilia Flores na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart.

Em entrevista à Fox News, logo após a prisão, Trump afirmou que acompanhou a ação como se fosse um “programa de TV”.

“Bem, nós assistimos a tudo de uma sala. Estávamos cercados por muitas pessoas, incluindo generais, e eles sabiam de tudo o que estava acontecendo. E era muito complexo, extremamente complexo”, afirmou por telefone.

Em seguida, o presidente acrescentou: “Na verdade, eles simplesmente invadiram, invadiram lugares em que não era permitido, arrombaram portas de aço que foram instaladas justamente para isso, e foram eliminados em questão de segundos. Nunca vi nada parecido”, completou.

O governo venezuelano informou que ao menos 40 pessoas morreram durante o confronto na madrugada deste sábado (3/1). A informação foi publicada pelo The New York Times.

Segundo o jornal, um alto funcionário do governo da Venezuela confirmou o número e indicou que entre as vítimas há civis e soldados.

- Publicidade -

Veja Mais