9 de julho de 2026

Mileide Mihaile explica significado de traje feito com páginas de livros descartados

Mileide Mihaile explica significado de traje feito com páginas de livros descartados
Mileide Mihaile explica significado de traje feito com páginas de livros descartados

Mileide Mihaile roubou a cena no primeiro ensaio técnico da Unidos da Tijuca, na Sapucaí, ao surgir com uma fantasia pra lá de impactante. Em homenagem a Carolina Maria de Jesus, nome celebrado no enredo da escola, a influenciadora apostou em um traje confeccionado com cerca de 200 páginas de livros antigos que seriam descartados, e que levou dois meses para ficar pronto, marcado por muito significado.

Mais do que estética, a fantasia carrega um forte viés. Para Mileide, o figurino representa um ato contra o racismo e a opressão, além de reverenciar a trajetória da escritora, transformando páginas esquecidas em um símbolo de resistência: “Mesmo sabendo que não é o meu lugar de fala, acredito que lutar contra o racismo e qualquer tipo de opressão não deve ser responsabilidade apenas de quem sofre na pele”.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação Mileide Mihaile é Rainha de Bateria da Unidos da TijucaFoto/Divulgação

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“Escolhi me posicionar porque é fundamental reconhecer, valorizar e respeitar a história, a arte e a importância do povo preto. Precisamos reverenciar o legado de Carolina Maria de Jesus, uma mulher que abriu caminhos e deixou marcas profundas. Graças a ela e a tantas outras como ela, hoje muitas mulheres conquistaram espaço, visibilidade e voz”, declarou a Rainha de Bateria.

Segundo Mileide, ao fazer a lição de casa e se aprofundar na trajetória de Carolina, foi possível compreender a dimensão das dificuldades enfrentadas pela escritora e, ainda assim, a firmeza com que ela nunca abriu mão de lutar pelos direitos do povo negro: “Sua história deixou uma herança incalculável, que hoje temos a honra de exaltar e apresentar ao mundo”.

O resultado foi um figurino potente feito artesanalmente com 200 páginas de livros que seriam descartados. Desenvolvida ao longo de dois meses, a fantasia vai além da estética e propõe uma reflexão sobre memória, apagamento histórico e a força da palavra. Aliás, as borboletas simbolizam a transformação da autora, que fez da própria dor resistência e literatura.