
Vinícius Oliveira Vieira, uma das vítimas de intoxicação por metanol em Ribeira do Pombal, no interior da Bahia, morreu na sexta-feira (2) no Hospital Couto Maia, em Salvador. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) ao G1.
Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas. Seis delas consumiram um drink com vodca durante uma festa de noivado, enquanto Vinícius ingeriu a bebida comprada no mesmo depósito no dia anterior e não estava no evento. Ele foi a primeira pessoa a apresentar sintomas graves.
Outras vítimas seguem em recuperação: Lais Santana Dias e Maria Clara Nascimento de Souza, internadas no Hospital Geral Santa Tereza, receberam alta. Maria Viviana Santos Almeida, que estava na UTI, foi transferida para a enfermaria. Duas pessoas em estado mais grave — Edicleia Andrade de Matos, madrasta da noiva, intubada, e Daniele Barbosa do Carmo Matos, prima do noivo — permanecem internadas no Hospital Couto Maia, em Salvador.
As bebidas que causaram a intoxicação foram compradas no mesmo depósito de Ribeira do Pombal. Segundo o subsecretário da Sesab, Paulo Barbosa, esse foi o elo entre os casos: seis pessoas consumiram a bebida na festa, e Vinícius ingeriu isoladamente no dia anterior.
Em resposta, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária lacraram o estabelecimento onde a bebida foi vendida, e outros dois comércios da cidade tiveram produtos apreendidos. Até o momento, não há registro de novos casos na região.
O laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou a presença de metanol nas bebidas apreendidas e nas amostras de sangue dos pacientes. O metanol é altamente tóxico e pode causar intoxicação grave, lesões permanentes e morte.
A prefeitura de Ribeira do Pombal proibiu temporariamente a comercialização e consumo de bebidas destiladas até 5 de janeiro, abrangendo bares, restaurantes, eventos, comércio ambulante e distribuição gratuita ou promocional. A fiscalização fica a cargo da Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil, e desrespeito à medida pode gerar interdições, apreensões e sanções legais.
O Ministério da Saúde acompanha os casos, mantém monitoramento ativo e reforçou o estoque de antídotos para intoxicação por metanol, enviando 100 unidades de fomepizol para a Bahia. Atualmente, a rede estadual dispõe de 318 ampolas de etanol e 206 unidades de fomepizol, utilizados no tratamento de intoxicações por metanol.
Fonte G1






