Início / Versão completa
ACRE

MPAC investiga suspeita de improbidade na Câmara de Rio Branco

Por Marleide 15/01/2026 19:04
Publicidade

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um Procedimento Preparatório para apurar a possível prática de ato de improbidade administrativa no âmbito da Câmara Municipal de Rio Branco. A medida foi formalizada pela Portaria nº 0003/2026/2ªPPATRIM, assinada pela promotora de Justiça Laura Cristina de Almeida Miranda e publicada no Diário Oficial Eletrônico da instituição.

Publicidade

A investigação concentra-se na suspeita de que servidores nomeados para cargos em comissão estariam recebendo remuneração sem exercer, na prática, as atribuições correspondentes às funções, o que pode representar prejuízo ao erário.

Segundo o MPAC, a apuração teve início a partir da Notícia de Fato nº 01.2025.00000669-9, instaurada para verificar indícios de irregularidades nas nomeações. Durante essa fase, a Câmara Municipal foi oficiada e encaminhou portarias de nomeação e exoneração, além de esclarecimentos preliminares.

Com o encerramento do prazo da Notícia de Fato e diante da necessidade de novas diligências, o Ministério Público decidiu aprofundar as apurações por meio do Procedimento Preparatório. A promotoria aponta que a medida permitirá a coleta de novos elementos para esclarecer os fatos.

Publicidade

O MPAC informou que a investigação busca confrontar as nomeações formais com a efetiva prestação de serviço, identificar eventual dano ao erário e verificar a existência de dolo, requisito previsto na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), atualizada pela Lei nº 14.230/2021.

O procedimento tem como objeto específico apurar “a possível prática de ato de improbidade administrativa consistente no recebimento de remuneração por pessoas ocupantes de cargos em comissão, sem a correspondente prestação de serviço e sem o efetivo exercício das atribuições funcionais”.

Entre as providências adotadas, o Ministério Público determinou o registro do procedimento no sistema interno do órgão, a publicação da portaria no Diário Oficial e a requisição de novos documentos e informações consideradas essenciais para a elucidação das irregularidades.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.