O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar possível discriminação cultural e religiosa na realização do Réveillon 2026 no Rio de Janeiro. De acordo com o órgão, a ação teve início após uma notícia de fato denunciar a promoção de shows exclusivamente de cantores evangélicos na Praia do Leme. A situação ficou conhecida como “palco gospel” e gerou diversas críticas ao prefeito Eduardo Paes (PSD) nas redes sociais.
O MPF requisitou à Prefeitura do Rio de Janeiro mais informações sobre os critérios adotados para a definição e a destinação de recursos públicos para eventos culturais realizados nas praias durante o Réveillon.
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O prazo para resposta foi fixado até 21 de janeiro de 2026. No mesmo dia, será realizada uma reunião, na sede do MPF, com representantes do poder público, da prefeitura e de entidades da sociedade civil.



Réveillon no RJ
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Fogos de Copacabana no Réveillon de 2020
Getty Images/Ze Martinusso
Réveillon no Rio
Fernando Maia/Riotur
Ao instaurar o inquérito, o MPF destacou que o Brasil assumiu, como Estado, compromissos para “promoção da diversidade cultural, visando ao enfrentamento da intolerância e do racismo religioso, a teor da Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância, bem como da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)”.
A intenção inicial é “ampliar o diálogo entre as instituições e a sociedade, buscar a pacificação social mediante possível autocomposição e verificar o que precisa ser implantado, corrigido ou aprimorado para melhor concretização dos objetivos que garantam a diversidade e a equidade”.






