7 janeiro 2026

Nicolás Maduro passa a noite preso no MDC, em Nova York, conhecido como “prisão dos famosos”

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Foto: Reprodução

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, passou a noite deste domingo (4) detido em um centro de detenção em Nova York, após ser capturado por forças militares dos Estados Unidos durante uma operação realizada em Caracas, no sábado (3).

Maduro está preso no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), localizado no Brooklyn. A unidade é conhecida como a “prisão dos famosos” por já ter abrigado presos de grande repercussão internacional e atualmente mantém mais de 1,3 mil detentos. Imagens da chegada do venezuelano aos Estados Unidos foram divulgadas pela Casa Branca.

O líder venezuelano permanecerá preso enquanto aguarda julgamento por acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. De acordo com a denúncia apresentada em Nova York, as penas podem variar de 20 anos de prisão até prisão perpétua.

Operação e acusações

Os Estados Unidos realizaram ataques em diferentes regiões da Venezuela na madrugada de sábado. Durante a ação, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para território norte-americano.

Segundo o governo dos EUA, Maduro é apontado como líder do Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado por Washington como organização terrorista internacional. Por se tratar de um preso federal de alto risco, ele deverá permanecer detido em uma penitenciária federal — e o MDC do Brooklyn é atualmente a única unidade desse tipo disponível em Nova York.

O presídio é frequentemente descrito por organizações e ex-detentos como um local precário, violento e com más condições estruturais. Construído na década de 1990, o MDC já abrigou presos conhecidos, como os rappers R. Kelly e Sean “Diddy” Combs, condenados por crimes graves.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo está em contato com a nova liderança da Venezuela. Segundo ele, o secretário de Estado Marco Rubio conversou com Delcy Rodríguez, confirmada como presidente interina após a deposição de Maduro.

Trump declarou que Rodríguez estaria disposta a atender às exigências norte-americanas. Em outra fala, afirmou que a presidente interina “não tem escolha”.

Mortes durante a ofensiva

O governo venezuelano informou que ao menos 40 pessoas morreram durante os confrontos ocorridos na madrugada de sábado. A informação foi divulgada pelo The New York Times, que citou um alto funcionário do governo da Venezuela.

De acordo com o relato, entre as vítimas estão civis e militares. O número oficial de feridos ainda não foi divulgado.

A situação segue gerando forte repercussão internacional e deve ser debatida em reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Por Marcos Henrique.

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