Fazia tempo que o “Big Brother Brasil” não começava tão bem. Os primeiros dias do “BBB 26” foram mais movimentados, mais comentados e, principalmente, mais interessantes do que edições inteiras recentes do programa. E não é exagero: a sensação geral é de que o reality finalmente reencontrou o próprio ritmo.
O grande acerto está escancarado logo na largada: a presença dos veteranos, os ex-BBBs. Diferente do Camarote — que já deu sinais claros de esgotamento —, os ex-participantes entram com outro espírito. Eles sabem exatamente onde estão pisando, conhecem as armadilhas do jogo, entendem o peso de cada movimento e, sobretudo, têm um objetivo muito claro: ganhar o prêmio.
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Ao contrário dos famosos, que costumam chegar cheios de ressalvas, medo de errar e contas a preservar aqui fora, os veteranos já viveram o auge da exposição. Já aproveitaram tudo o que o pós-reality podia oferecer: contratos, publicidade, eventos, redes sociais. Agora, voltam movidos por algo muito mais direto e potente: a chance real de redenção. De fazer diferente, corrigir erros e ir até o fim.
Isso muda completamente a dinâmica do jogo. O “BBB 26” começou com gente jogando desde o primeiro dia, sem a apatia inicial que marcou temporadas recentes. Há estratégia, leitura de jogo, posicionamento e, principalmente, disposição para o conflito — algo essencial para um reality de confinamento funcionar.
Outro ponto que colaborou para esse bom começo foi o uso mais inteligente das dinâmicas iniciais. A Casa de Vidro finalmente cumpriu seu papel narrativo, o público teve tempo de conhecer melhor os participantes, e até o Quarto Branco passou a fazer sentido como ferramenta de pressão real. Tudo isso ajudou a criar empatia, rejeição, torcida e conversa — os quatro pilares que sustentam o BBB.
O Camarote, por sua vez, segue provando que talvez já tenha cumprido seu ciclo. A lógica é simples: hoje, gente famosa tem muito mais a perder do que a ganhar em um programa de exposição extrema. Já os veteranos entram sem freio. Eles não estão ali para “manter imagem”, mas para disputar.
O resultado aparece na tela. O “BBB 26” estreou vivo, pulsante e com cara de jogo grande. Se a produção souber sustentar essa aposta — e tudo indica que sabe —, a presença de ex-BBBs pode deixar de ser exceção e virar regra. Porque, pelo que se viu até agora, veterano não entra para passear. Entra para vencer.






