
Um passaporte antigo de Eliza Samudio foi encontrado em um apartamento em Portugal, no fim de 2025, segundo apuração exclusiva do portal LeoDias. A descoberta reacende questionamentos sobre um dos crimes mais emblemáticos do país, ocorrido há cerca de 15 anos, cujo desfecho ainda levanta dúvidas, já que o corpo da vítima nunca foi localizado.
De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgados em outubro de 2025, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil a cada 44 minutos. O assassinato de Eliza Samudio, à época, chocou o país e ocorreu antes mesmo de o feminicídio ser tipificado como crime autônomo e hediondo na legislação brasileira.
Segundo o relato de José — nome divulgado pelo portal —, ele reside no apartamento onde o documento foi encontrado junto com a esposa, a filha, uma senhora e um jovem, que também alugam espaços no imóvel. Após retornar de um período de trabalho fora de casa, José percebeu um livro na sala compartilhada e, ao se aproximar, encontrou o passaporte de Eliza Samudio entre os objetos.
“Quando encontrei o documento e vi de quem era, por se tratar de uma pessoa cujo caso teve grande repercussão no Brasil e no mundo, fiquei em choque. Pela foto, eu já sabia de quem era. O passaporte estava ali, em cima de um livro, visível”, relatou.
O documento apresenta apenas um registro de entrada, datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer anotação de saída. Todas as páginas estão intactas e em bom estado de conservação, apesar de não haver informações sobre há quanto tempo o passaporte estava no local.
A equipe do portal LeoDias acompanhou José até Lisboa, onde o documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil para que fossem adotadas as providências cabíveis.
O portal informou ainda que entrou em contato com Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, para comunicar a descoberta e solicitar um posicionamento, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.
Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou o recebimento do passaporte e informou que já comunicou oficialmente o Itamaraty, em Brasília. Segundo o órgão, aguarda orientações sobre os próximos procedimentos a serem adotados em relação ao documento, esclarecendo ainda que o consulado e a embaixada são postos independentes em Portugal.
Fonte; portal LeoDias


