
Uma nova pesquisa do instituto Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15), aponta que 58% dos brasileiros entrevistados têm medo de que os Estados Unidos repitam no Brasil uma ação militar semelhante à que levou à queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Outros 40% afirmaram não temer uma investida do território norte-americano no Brasil, enquanto 2% não souberam ou não responderam à pergunta.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de janeiro e ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em 120 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O estudo foi motivado pela repercussão da operação militar dos Estados Unidos realizada em 3 de janeiro de 2026 na Venezuela, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças americanas para responderem por acusações de narcoterrorismo no país norte-americano.
Divisão de opiniões sobre a ação americana
Segundo a pesquisa:
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46% aprovam a operação militar dos EUA na Venezuela;
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39% desaprovam;
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15% não souberam ou não responderam.
Quando questionados sobre os motivos que teriam levado o presidente dos EUA, Donald Trump, a autorizar a operação:
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31% acreditam que foi para combater o narcotráfico;
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23% apontam como objetivo restaurar a democracia na Venezuela;
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21% acham que foi para controlar o petróleo venezuelano;
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4% citam a redução da influência chinesa na região.
Percepção sobre a neutralidade do Brasil
O levantamento também sondou como os brasileiros acham que o governo brasileiro deveria reagir às ações dos EUA:
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66% defendem que o Brasil mantenha postura neutra em relação à crise venezuelana;
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18% acreditam que o país deveria apoiar as medidas americanas;
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10% acham que o Brasil deveria se opor à ação;
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Outros 6% não souberam ou não responderam.
Contexto internacional e reação brasileira
O episódio é parte de um cenário internacional tenso: após a incursão militar que depôs Maduro, diversos países — incluindo o Brasil — expressaram reações institucionais. O governo brasileiro, por meio de representantes oficiais, condenou a ação americana como uma violação da soberania venezuelana e um precedente perigoso para a paz na América do Sul, pedindo respeito ao direito internacional e à resolução pacífica de crises regionais.
Fonte: Genial/Quaest






