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ENTRETENIMENTO

“Popeye Brasileiro” morre aos 55 anos no Recife; ele ganhou fama após injetar óleo mineral nos braços

Por Cris Menezes 14/01/2026 15:38 Atualizado em 14/01/2026 15:38
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‘Popeye Brasileiro’ morreu no Recife — Foto: Reprodução/Redes sociais

Morreu no Recife Arlindo de Souza, conhecido nacionalmente como o “Popeye Brasileiro”, figura que ganhou notoriedade no início dos anos 2000 por exibir braços de tamanho exagerado após a injeção de óleo mineral. Natural de Olinda, ele tinha 55 anos e faleceu em decorrência de complicações causadas por problemas renais, segundo familiares.

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Arlindo, também chamado de Arlindo Anomalia ou Arlindo Montanha, morreu na madrugada da última terça-feira (13), no Hospital Otávio de Freitas, localizado no bairro de Tejipió, na Zona Oeste do Recife. Ele estava internado desde dezembro. O sepultamento foi realizado na tarde desta quarta-feira (13), no Cemitério de Águas Compridas, em Olinda, onde ele morava.

De acordo com o gestor ambiental Denis Gomes de Luna, sobrinho de Arlindo, o quadro de saúde se agravou rapidamente. “Ele foi internado com problemas renais. Um dos rins parou de funcionar e, na semana do Natal, o outro também parou. O pulmão começou a encher de líquido. Ele não chegou a fazer hemodiálise porque teve uma parada cardíaca. Ainda não saiu o atestado de óbito, mas acreditamos que tenha sido falência múltipla dos órgãos”, relatou.

Arlindo ganhou fama ao participar de diversos programas de televisão em todo o Brasil, onde mostrava o físico que lhe rendeu comparações com o personagem Popeye, do desenho animado. O uso de óleo mineral para aumentar o volume dos músculos é uma prática caseira condenada por especialistas, que alertam para os graves riscos à saúde, incluindo infecções, necrose e comprometimento de órgãos vitais.

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Segundo a família, Arlindo começou a se dedicar de forma mais intensa à musculação ainda jovem, ao lado de um irmão que mais tarde foi morto durante um assalto. Após a perda, ele teria se envolvido com pessoas do bairro e passado a injetar óleo mineral nos braços, buscando um físico cada vez mais volumoso.

Com poucos anos de estudo, Arlindo sobrevivia realizando bicos como servente de pedreiro. Ele morava com a avó, de quem era muito próximo. “Ele era o xodó dela. Ela ainda não sabe da morte dele, porque é muito idosa e está acamada”, contou o sobrinho.

A morte de Arlindo reacende o alerta sobre os perigos do uso de substâncias inadequadas para fins estéticos e os impactos irreversíveis que esse tipo de prática pode causar à saúde.

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