
O Senado Federal autorizou o pagamento de R$ 46 milhões em valores extras a cerca de 800 servidores da Casa no fim de dezembro de 2025. Segundo o Sindicato dos Servidores Legislativos (Sindilegis), alguns beneficiados receberam até R$ 300 mil, além do salário mensal.
O pagamento ficou conhecido como “vale champanhe” e havia sido questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, o benefício voltou a ser autorizado após o Congresso derrubar um veto presidencial que barrava a medida.
De acordo com informações do Portal da Transparência, o cálculo do montante inclui aproximadamente R$ 4,6 milhões em honorários advocatícios. O sindicato contratou um escritório para atuar na articulação que resultou na derrubada do veto, com remuneração fixada em 10% do total arrecadado com o benefício.
Oficialmente, o pagamento é chamado de Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), um adicional criado para manter benefícios que haviam sido extintos ao longo da carreira dos servidores. Em 2021, o TCU apontou irregularidades na acumulação dessas vantagens no Senado.
Um projeto de lei chegou a tentar regularizar o modelo de pagamento das VPNIs, mas o trecho que permitia o acúmulo foi vetado. Mesmo assim, com a derrubada do veto, os valores voltaram a ser pagos. O Senado informou que os montantes variam conforme a situação funcional de cada servidor, mas não divulgou o detalhamento individual dos pagamentos.






