20 janeiro 2026

Técnico mata 3 pacientes com injeções de desinfetante; mais 2 suspeitos são presos

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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três suspeitos de três homicídios em um hospital da região administrativa Taguatinga. Todos eles eram técnicos de enfermagem. Um dos acusados teria aplicado desinfetante nas vítimas. Um dos pacientes recebeu mais de 10 aplicações. A polícia segue investigando o caso chamado de Operação Anúbis.

O homem acusado tem 24 anos e já trabalhava no Hospital Anchieta há cinco anos. As outras suspeitas têm 28 e 22 anos. As mortes aconteceram em novembro e dezembro do ano passado, 2025, mas o caso só se tornou público na última segunda-feira (19/1).

Veja as fotosAbrir em tela cheia Suspeito de aplicar desinfetante em pacientes de hospital do DFReprodução Polícia Civil do DF Vítimas que tiveram desinfetante injetadoReprodução redes sociais. montagem Hospital Anchieta de Taguatinda DF onde aconteceram as mortesReprodução Google Street View

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Segundo a investigação, o suspeito aplicou altas doses de um medicamento nos pacientes, utilizando o material como veneno, além do desinfetante. O delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, afirmou que o homem negou o crime, mas confessou após câmeras do hospital confirmarem o crime.

A mulher de 22 anos também assumiu participação e alegou arrependimento por não impedir o colega. O delegado detalhou: “Ele colocou o desinfetante em um copo plástico, aspirou com a seringa e aplicou o conteúdo mais de dez vezes”.

Os três suspeitos foram presos temporariamente por 30 dias e as investigações continuam para apurar se há outras vítimas ou em outras unidades onde o técnico trabalhou.

Vítimas
As três vítimas identificadas até o momento apresentaram quadros de gravidade diferentes, são elas: João Clemente Pereira, de 63 anos; Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos.

Conforme os familiares de João Clemente, ele chegou ao Hospital Anchieta no dia 4 de novembro apresentando tonturas e passou por uma drenagem de um coágulo na cabeça. Teve complicações respiratórias e foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No dia 17 teve piora no quadro clínico e morreu após uma parada cardíaca.

De acordo com os agentes, o suspeito também usou a senha de um médico para emitir uma receita falsa do medicamento. No mesmo dia, foi até a farmácia do hospital e aplicou o remédio nas três vítimas sem o conhecimento da equipe médica. Para tentar disfarçar a ação criminosa, o suspeito teria realizado massagens cardíacas nos pacientes.

Polícia detalha o caso em nota:
Na manhã de 11 de janeiro, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão a Homicídio e de Proteção à Pessoa (CHPP), com o apoio de policiais civis do Departamento de Polícia Especializada (DPE), deflagrou a Operação ANÚBIS (Deus grego da morte), visando apurar três homicídios ocorridos no interior de um hospital localizado em Taguatinga, em 19/11 e 01/12 de 2025.

Duas pessoas foram presas em razão de mandados de prisão temporária. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas/GO. Na última quinta-feira (15), foi realizada a segunda fase da operação, ocasião em que foi cumprido o mandado de prisão temporária de uma das investigadas e ainda apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Hospital de manifesta:
O Hospital Anchieta informou, em nota, que demitiu os três auxiliares após um comitê interno identificar “circunstâncias atípicas” nas mortes de pacientes internados na UTI.

Segundo o hospital, a investigação interna durou menos de 20 dias e resultou na identificação de evidências que foram integralmente repassadas à Polícia Civil. A instituição afirmou ainda que é vítima da ação dos ex-funcionários, que se solidariza com os familiares das vítimas e que colabora de forma irrestrita com as autoridades.

Conselho Regional de Enfermagem se pronuncia:
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados pela imprensa envolvendo mortes suspeitas de pacientes em uma unidade hospitalar do Distrito Federal.

Diante da gravidade das informações divulgadas, o Coren-DF esclarece que está acompanhando o caso e adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal.

Ressalta-se que o caso também está sob investigação das autoridades competentes e tramita na esfera judicial. Dessa forma, neste momento, não é possível emitir juízo de valor ou qualquer conclusão definitiva, devendo ser respeitados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos envolvidos.

O Conselho segue compromissado com a segurança do paciente, a ética profissional e a defesa de uma enfermagem qualificada, responsável e comprometida com a vida.

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