Áudios obtidos com exclusividade pelo portal LeoDias Esportes revelam o clima de tensão nos bastidores do futebol paraense após a Justiça comum anular o julgamento do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que havia definido o rebaixamento no Campeonato Paraense de 2025. As mensagens circularam em um grupo privado de WhatsApp formado por presidentes de clubes e expõem preocupação com o risco de paralisação do estadual de 2026, além de cobranças por rapidez na condução do caso.
As gravações são do presidente do Bragantino do Pará, Claudio Vagner, que defende a realização imediata de um novo julgamento no STJD para evitar prejuízos esportivos e financeiros às equipes.
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“O campeonato vai paralisar automaticamente”
Em um dos áudios, Claudio Vagner alerta que a indefinição jurídica pode inviabilizar o início do Parazão, previsto para o fim de janeiro, caso não haja uma resposta rápida das entidades responsáveis.
“Se a gente não agir, nem a federação agir para que aconteça logo esse julgamento, o campeonato vai paralisar automaticamente. Nem precisa ser inteligente para entender isso”, afirmou o dirigente no grupo.
O presidente do Bragantino destaca que um eventual atraso afetaria diretamente o planejamento financeiro dos clubes, com impacto em folhas salariais e contratos já firmados.
Cobrança por ação da federação e do STJD
Nos áudios, Claudio Vagner cobra uma postura mais ativa da Federação Paraense de Futebol (FPF) e defende que o STJD cumpra a decisão da Justiça comum, marcando rapidamente um novo julgamento com a presença de todas as partes.
“A federação tem que se posicionar, buscar o presidente do STJD para intimar todo mundo. Todo mundo já tem defesa pronta. Se não fizer isso, vamos começar só em fevereiro e quebra tudo que foi programado”, disse.
Segundo ele, o cumprimento da sentença judicial passa, necessariamente, pela realização de uma nova sessão de julgamento.
Reconhecimento de falha e defesa da ampla defesa
Em outro trecho, o dirigente reconhece que o Independente não estava representado no julgamento anulado e afirma que a decisão da Justiça foi correta ao exigir a repetição do processo.
“Recorrer de uma coisa que eles estão errados, porque o Independente estava sem advogado mesmo, não estava sendo representado por ninguém no dia do julgamento… tem que ter ampla defesa. Não tem como não ter um novo julgamento”, declarou.
Claudio Vagner defende que a solução mais rápida seria o cumprimento da sentença, sem prolongar o impasse com novos recursos.
Impacto esportivo desigual entre os clubes
Nos áudios, o presidente do Bragantino também aponta que o impacto esportivo de um novo julgamento não seria igual para todos os clubes envolvidos. Segundo ele, a maior consequência recairia sobre o Capitão Poço, que poderia ser diretamente afetado em caso de retorno das punições esportivas.
“Quem seria prejudicado diretamente é o Capitão Poço, que seria rebaixado”, afirmou, ao comentar os possíveis desdobramentos do novo julgamento.
Bastidores expostos em meio a silêncio institucional
As mensagens revelam um contraste entre a movimentação nos bastidores e o silêncio público das entidades. Até o momento, a Federação Paraense de Futebol não se manifestou oficialmente sobre como pretende lidar com a sentença judicial nem sobre o calendário do Campeonato Paraense de 2026.
Já o Tribunal de Justiça Desportiva do Pará informou ao LeoDias Esportes que ainda não foi formalmente provocado sobre o caso e que qualquer manifestação dependerá de medidas oficiais nos autos.
Pressão aumenta às vésperas do Parazão
Os áudios mostram que, longe dos comunicados formais, dirigentes acompanham o caso com apreensão e cobram uma solução rápida para evitar que o imbróglio jurídico afete o início da competição estadual.
Enquanto a bola ainda não rolou, o Campeonato Paraense de 2026 já vive um de seus capítulos mais tensos fora de campo. O portal LeoDias Esportes segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestação da Federação Paraense de Futebol, do STJD e dos demais clubes citados.






