5 janeiro 2026

Venezuela: Exército brasileiro deve reforçar acolhimento a refugiados

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O Exército brasileiro informou que deve haver um reforço no efetivo da Operação Acolhida, que tem como objetivo oferecer uma resposta humanitária ao intenso fluxo de venezuelanos na fronteira entre os dois países, após os Estados Unidos atacarem a Venezuela e capturarem o presidente Nicolás Maduro neste sábado (3/1).

A Venezuela foi alvo de ataques na manhã deste sábado pelo governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump confirmou que os EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama do país, Cilia Flores.

EUA x Venezuela

  • Os Estados Unidos atacaram, neste sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
  • O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que capturou o presidente Nicolás Maduro.
  • A Embaixada dos EUA em Bogotá afirmou estar ciente diante das explosões em Caracas e pediu para que nenhum norte-americano viaje até a Venezuela por “nenhum motivo e evite as fronteiras da Venezuela com a Colômbia, o Brasil e a Guiana”.
  • Desde o início da ofensiva militar norte-americana na região, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas, as tensões se prolongaram.
  • Em meio ao agravamento do cenário, Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.

Fontes ouvidas pelo Metrópoles no Exército informaram que a presença das tropas nas fronteiras muda pouco, pois já está guarnecida, mas que deve haver um provável reforço na Operação Acolhida.

A operação foi criada em 2018, com o objetivo de garantir o atendimento aos refugiados e migrantes venezuelanos.

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A Polícia Federal (PF) acompanha de perto a escalada de tensão na Venezuela. Em conversa com o Metrópoles, por meio da coluna de Mirelle Pinheiro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada pelo lado venezuelano, enquanto o Brasil mantém seus postos abertos.

Captura

O presidente norte-americano acrescentou que a operação contra a Venezuela foi realizada “conjunto com as forças de segurança americanas” e que uma coletiva de imprensa será realizada ainda hoje, às 13h no horário de Brasília.

A procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, afirmou que o Maduro, enfrentará “toda a fúria” da Justiça dos Estados Unidos. O líder chavista foi capturado após os EUA atacarem o país.

Bondi informou que Maduro foi indiciado e será julgado por uma Corte em Nova York por “narcoterrorismo”. Além disso, o líder venezuelano também é acusado de outros crimes, como tráfico de cocaína e posse de armas “contra os Estados Unidos”. A esposa de Maduro, Cilia Flores, também foi indiciada.

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