As últimas atualizações do caso Orelha são revoltantes e precisam ser ditas com clareza. Caiu por terra a alegação da defesa de que ele poderia ter sido atropelado. A exumação comprovou o que desde o início muitos já temiam: Orelha foi brutalmente espancado, de forma cruel e covarde. Não foi acidente. Foi violência. Foi crime. Foi maus-tratos com requintes de crueldade.
E como se isso já não fosse suficiente para gerar indignação, tivemos também a votação de uma moção na Câmara dos Vereadores de Florianópolis, que buscava apoio para a federalização do caso — uma tentativa legítima de dar mais força, mais visibilidade e mais chances reais de justiça. O que chocou foi ver que vereadores que se dizem da causa animal, eleitos por pessoas da causa animal, votaram contra essa moção.
É inadmissível.
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Quem se apresenta como defensor dos animais não pode, em um momento como esse, virar as costas para um caso tão grave. Mais triste ainda é ver depois justificativas nas redes sociais tentando explicar um voto que, na prática, enfraquece a luta por justiça. Não existe desculpa aceitável quando estamos falando de um animal espancado até a morte.
Minha indignação é com a incoerência, com a falta de coragem e com a falta de compromisso real com a causa animal. A política não pode ser maior do que a vida. Interesses pessoais, partidários ou estratégicos não podem estar acima da busca por justiça.
Qualquer votação, qualquer movimento, qualquer iniciativa que ajude a federalizar o caso, a investigar melhor, a punir os responsáveis ou a criar mecanismos para que isso não se repita é importante. Tudo o que aponta para justiça precisa ser apoiado. Sempre.
A causa animal precisa ser maior do que qualquer outra circunstância. Maior do que cargos, maior do que conveniências, maior do que vaidades. Quem ocupa um espaço público por essa bandeira tem a obrigação de votar sempre em prol dos animais, sem exceção.
Orelha não pode ser só mais um nome esquecido.
Ele precisa ser um marco.
E quem é da causa de verdade, prova isso nas atitudes, não só no discurso.






