26 fevereiro 2026

Acre registra 6 mortes por SRAG até 5ª semana

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O Acre contabiliza seis óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) até a 5ª semana epidemiológica, considerando a data dos primeiros sintomas. Os dados constam no painel do Ministério da Saúde e foram checados nesta quinta-feira (26).

De acordo com o monitor, duas mortes foram classificadas como SRAG não especificada, ambas registradas em Feijó. No mesmo município ocorreu o terceiro óbito, causado por metapneumovírus — agente respiratório monitorado no Brasil desde 2004 e que pode provocar infecções das vias aéreas superiores e inferiores, além de evoluir para quadros graves que exigem internação.

A quarta morte foi confirmada em Cruzeiro do Sul e teve como causa o rinovírus, principal responsável por resfriados comuns, mas também associado a casos de SRAG, especialmente em crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos.

Os dois outros óbitos foram provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), apontado como uma das principais causas de infecções respiratórias graves em crianças menores de 2 anos, sobretudo até os 6 meses de vida. Esses casos ocorreram nos municípios de Senador Guiomard e Cruzeiro do Sul.

O cenário preocupa autoridades de saúde. O Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (26), indica que o Acre, juntamente com Amazonas e Roraima, permanece com incidência de SRAG em nível de risco. Em âmbito nacional, há sinal de início de aumento das hospitalizações, impulsionado principalmente pelo crescimento de casos relacionados ao rinovírus e ao VSR.

No Acre e no Amazonas, o aumento recente também esteve ligado à elevação de internações por influenza A, que já apresenta tendência de queda. Enquanto o VSR recua no Amazonas, segue em alta no Acre e em Roraima.

Rio Branco (AC) e Manaus (AM) continuam com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, embora sem tendência de crescimento no longo prazo.

O InfoGripe integra as estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS) para monitoramento de SRAG no país e auxilia as vigilâncias locais na identificação de áreas prioritárias para ações de prevenção e resposta a eventos de saúde pública.

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