17 de junho de 2026

Brasil registra 90 casos confirmados de mpox

Brasil registra 90 casos confirmados de mpox

O Brasil soma 90 casos confirmados de mpox, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde e por secretarias estaduais. São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 63 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 15 confirmações.

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Na sequência aparecem Rondônia, com quatro casos, Rio Grande do Sul, com dois, além de Santa Catarina e Distrito Federal, com um registro cada. Minas Gerais contabiliza três casos e o Paraná um — estados que ainda não constavam anteriormente na lista oficial do Ministério da Saúde.

Além das confirmações, o país já notificou mais de 180 casos suspeitos. Desse total, 57 foram descartados após investigação. Apenas em São Paulo, mais de 70 notificações seguem em análise, aguardando resultado laboratorial.

O Ministério da Saúde informou que acompanha o cenário de forma contínua e ressaltou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para atender pacientes com sintomas e identificar precocemente novos casos, buscando conter a transmissão.

A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato íntimo ou direto com a pele de pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões, além do contato com secreções ou compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas.

Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça, dores musculares, sensação de fraqueza e lesões cutâneas que surgem como bolhas ou erupções, geralmente iniciando no rosto e podendo se espalhar pelo corpo.

Embora não haja registros de mortes no Brasil até o momento, a doença pode evoluir para complicações graves em alguns casos. Estimativas indicam que, em situações mais críticas e sem acompanhamento adequado, até 10% dos quadros podem evoluir para óbito.

Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte para aliviar sintomas e evitar complicações, já que não há medicamento específico aprovado para a doença. Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a cicatrização completa das lesões, período que pode variar entre duas e quatro semanas, conforme a evolução clínica.