16 fevereiro 2026

Carne bovina sobe até 21% em Rio Branco, aponta Ufac

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Levantamento do PET Economia, vinculado ao Departamento de Economia da Universidade Federal do Acre, identificou aumento de até 21% nos preços da carne bovina em Rio Branco entre janeiro e fevereiro. A elevação atinge principalmente cortes populares comercializados em supermercados e amplia a pressão sobre o orçamento das famílias acreanas.

De acordo com o monitoramento, os maiores reajustes foram observados na agulha (+21%), no fígado (+17%) e na fraldinha (+15%). As variações mais expressivas ocorreram nas redes supermercadistas, enquanto os açougues apresentaram maior estabilidade relativa no período analisado.

Cortes de maior valor agregado, como picanha e alcatra, mantiveram preços praticamente estáveis, sobretudo nos estabelecimentos especializados. A análise espacial também aponta que regionais com maior concentração de supermercados registraram preços médios mais elevados.

Já bairros com predominância de açougues apresentaram maior dispersão e moderação nos valores praticados. O comportamento heterogêneo sugere diferenças na dinâmica concorrencial entre os tipos de comércio.

Apesar de não haver inflação disseminada em todos os cortes, a pressão concentrada em itens de consumo popular tem impacto direto no custo de vida local. O PET Economia informou que manterá o acompanhamento mensal, com divulgação de dados, mapas e tabelas interativas em plataforma pública do projeto.

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