17 fevereiro 2026

Congresso do Peru aprova censura e derruba presidente José Jerí

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O Congresso do Peru aprovou nesta terça-feira (17/2) a censura do presidente José Jerí, decisão que, na prática, deixa a chefia do Executivo vaga e desencadeia mais um capítulo da crise política no país.

A moção foi aprovada por 75 votos favoráveis, 24 contrários e três abstenções. A iniciativa ganhou força após o acúmulo de denúncias que colocaram Jerí sob intensa pressão nas últimas semanas.

Com apenas quatro meses no cargo, Jerí deixa a Presidência e abre espaço para a escolha de um novo chefe do Congresso, que assumirá o comando do país. O sucessor será o oitavo presidente peruano em uma década, reforçando o cenário de instabilidade que marca a política nacional.

A permanência de Jerí tornou-se insustentável após uma sequência de controvérsias. Em dezembro, câmeras registraram o então presidente em um encontro fora do palácio com empresários chineses, realizado em um restaurante de chifa — culinária de origem chinesa bastante popular no Peru — no distrito de San Borja, em Lima. O episódio ficou conhecido pela imprensa local como escândalo do “chifagate”.

Semanas mais tarde, reportagens apontaram que Jerí teria recebido no Palácio de Governo um grupo de mulheres jovens que, posteriormente, teriam sido beneficiadas com contratos públicos.

As explicações apresentadas pelo presidente, consideradas contraditórias, não convenceram os congressistas. Diante disso, a maioria optou por retirá-lo do cargo que havia assumido quatro meses antes, após o Congresso declarar a vacância da então presidente, Dina Boluarte.

À época, Jerí presidia o Congresso e, conforme determina a Constituição do Peru, assumiu a chefia do Estado. Ele deveria permanecer no posto até a realização das eleições, previstas para ocorrer em menos de dois meses, quando um novo presidente será escolhido pelos eleitores peruanos.

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