A defesa de Hytalo Santos e Israel Natã Vicente, mais conhecido como Euro, se manifestou à reportagem do portal LeoDias neste domingo (22/2), logo após a condenação do casal a 8 anos de prisão por produção de conteúdo sexual com menores de idade. No texto, o advogado alegou que o influenciador foi vítima de racismo por parte do juiz que proferiu a sentença e também de homofobia, assim como seu companheiro.
“Ao longo de toda a instrução processual, a defesa apresentou argumentos consistentes, lastreados em provas e nos próprios depoimentos colhidos em juízo, inclusive de testemunhas arroladas pela acusação e das supostas vítimas, que afastam a tese acusatória. Nada disso, contudo, foi devidamente enfrentado na sentença, que optou por ignorar elementos essenciais dos autos, conduzindo a uma condenação desprovida de fundamentação adequada”, iniciou a nota.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Hytalo Santos e Euro são acusados de exploração sexual infantil e tráfico de pessoasCrédito: Abraão Cruz/TV Globo Hytalo Santos e Israel Nata Vicente, o EuroReprodução: Globo Israel Nata Vicente, o “Euro”Foto/Facebook/@EuroOficial Israel Nata Vicente, o “Euro”Foto/Facebook/@EuroOficial
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Em seguida, o advogado apontou o racismo e a homofobia sofridos pelo casal: “Mais grave, a decisão representa a vitória do preconceito contra um jovem nordestino, negro e homossexual, além de expressar estigmatização contra o universo cultural do brega funk. Tal constatação é reforçada por trecho da própria sentença em que se afirma que não é porque Hytalo é negro e gay assumido, inclusive casado com um homem, que teria personalidade desvirtuada”.
“Se inexistisse preconceito, seria absolutamente desnecessária a menção a tais características pessoais, que não guardam qualquer pertinência jurídica com os fatos discutidos no processo. A simples inclusão desse tipo de observação revela o viés que contaminou o julgamento”, prosseguiu.
Na próxima terça-feira (24/2), será julgado o habeas corpus: “Permanece hígido, não perdendo seu objeto em razão da sentença proferida. Confia-se plenamente no Egrégio Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, certo de que não legitimará tamanha aberração jurídica nem compactuará com qualquer forma de preconceito”, afirmou.
Em seguida, o texto informou que, junto ao Conselho Nacional de Justiça, será apurada a conduta do magistrado, principalmente no que se refere à “utilização de expressões de cunho preconceituoso incompatíveis com a imparcialidade e a sobriedade que se exigem da função jurisdicional”.
O caso de Hytalo e Euro ganhou repercussão nacional em agosto do ano passado, em 2025, após o youtuber Felca publicar um vídeo denunciando supostas práticas de exploração de menores envolvendo o influenciador paraibano, principalmente com a menor Kamylinha.
Desde 15 de agosto, Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos. Inicialmente detidos em São Paulo, foram transferidos para a Paraíba e permanecem em prisão preventiva desde o dia 28 daquele mês. O caso foi amplamente divulgado por este site, inclusive com notícias exclusivas.






