John Textor voltou oficialmente ao comando da Eagle Football Holdings após ter sido afastado do cargo no fim de janeiro. O retorno foi formalizado pela Companies House, órgão responsável pelos registros empresariais no Reino Unido.
A movimentação ocorre dias depois de ter sido publicada a destituição do empresário da função de diretor da Eagle Bidco. Em manifestação anterior, Textor informou que havia retomado o controle da empresa em 29 de janeiro, dois dias após a decisão que o retirou do posto. O registro atualizado confirma a recondução.
Veja as fotosAbrir em tela cheia John Textor comemorou a vitória do Botafogo sobre o Palmeiras e buscou baixar a tensão com Leila Pereira (Reprodução) John Textor deu entrevista pedindo desculpas à Leila e Ednaldo pelos bonecos enforcadosJohn Textor deu entrevista pedindo desculpas à Leila e Ednaldo pelos bonecos enforcados (Reprodução) Reprodução O dirigente alvinegro já depôs à Delegacia do Consumidor no Rio de Janeiro e entregou o que acredita ser provas de suas acusações. Foto: Reprodução
Voltar
Próximo
Leia Também
Esportes
“Quem será o otário?”: torcedores do Lyon cobram Textor e citam Botafogo
Esportes
Acusações “bombásticas” de John Textor, do Botafogo, viram piada nos corredores do STJD
Esportes
Atrito com Textor faz CEO da SAF do Botafogo deixar o cargo
Esportes
4 anos de Lei da SAF: o que mudou no futebol brasileiro?
O afastamento teve origem em medida adotada pela Ares Management, que exerceu cláusula de proteção ao crédito dentro de um processo interno na Justiça britânica. A iniciativa ocorreu em meio ao agravamento da situação financeira e societária da holding.
Segundo apuração divulgada no mês passado pelo jornal O Globo, a crise foi desencadeada após uma reorganização promovida por Textor, que retirou membros independentes da estrutura de governança. A ação foi interpretada por credores como fator de risco adicional, levando à ativação de garantias contratuais previstas para casos de descumprimento ou deterioração da governança.
Em nota pública, o empresário classificou o embate como “guerra civil” e criticou os desdobramentos da disputa. Em um dos trechos, afirmou:
“O resultado dessa decisão é uma lamentável guerra civil que transformou uma organização esportiva solidária, colaborativa e incrivelmente bem-sucedida (em busca de troféus em todos os mercados) em um atoleiro financeiro. O clube financeiramente mais forte do Brasil, que enviou dinheiro e jogadores para o então líder da Liga Europa, foi deixado à deriva, com grandes contas a receber intragrupo em aberto, sob a direção de um ‘conselho secreto’ na França, o que constitui uma clara violação da lei francesa”, afirmou Textor.
No comunicado, o empresário detalhou a sequência de eventos envolvendo registros conflitantes na Companies House. Ele sustentou que, como acionista majoritário da Eagle Football Holdings Limited e único diretor da Eagle Football Holdings Midco Limited — controladora da Eagle Football Holdings Bidco Limited —, contesta documentos apresentados por credores.
O texto menciona que, em 25 de janeiro de 2026, Textor decidiu destituir dois integrantes do conselho da Eagle Bidco, Hemen Tseayo e Stephen Welch. Ele relatou que a medida ocorreu às 21h15 (horário do leste dos EUA) e afirmou que os executivos haviam sido solicitados a intermediar interesses conflitantes entre acionistas e credores.
No comunicado, o empresário também citou a descoberta de um “Acordo Paralelo” envolvendo Michele Kang, a Ares e um diretor da Eagle Bidco. Segundo ele, o acordo teria promovido alterações na governança do Olympique Lyonnais sem autorização da controladora majoritária. No texto, o termo “Acordo Paralelo” aparece repetidamente para se referir ao arranjo que, segundo Textor, teria criado um conselho alternativo de administração.
Ainda conforme a cronologia apresentada, em 27 de janeiro de 2026, a Ares enviou correspondência à Companies House alegando ter autoridade para destituir Textor e reconduzir Tseayo e Welch ao conselho. O empresário afirmou que a medida foi adotada “sem fundamento legal”.
No dia seguinte, 28 de janeiro, Welch enviou correspondência ao órgão britânico, assinada também por Tseayo, contestando a tentativa de recondução e declarando que não pretendiam retornar ao conselho.
Já em 29 de janeiro de 2026, Textor declarou ter exercido seus direitos previstos nos Estatutos Sociais para se reconduzir ao cargo de diretor da Eagle Bidco.
No trecho final da nota, a parte do empresário afirma: “O Sr. Textor, como único diretor e único acionista da Eagle Football Holdings Bidco Limited, contesta qualquer nomeação feita pela Ares Capital Corp para o Conselho de Administração da Eagle Bidco.”
Na sequência, completa: “O Sr. Textor exigiu ainda a rescisão do Acordo Paralelo entre a Sra. Kang e a Ares, que pretende reger o Eagle Football Group (Olympique Lyonnais) em substituição à governança estabelecida pelo conselho de administração do EFG e pelo acordo de acionistas entre a Eagle Bidco e a Holnest. A AMF foi notificada dessa flagrante violação das normas de divulgação de informações ao mercado e da legislação francesa, e esperamos que a AMF conduza uma investigação completa e independente sobre este acordo não divulgado.”
Apesar da disputa envolvendo a Eagle Bidco, o comunicado informa que não há controvérsia em relação ao conselho da Eagle Midco, onde Textor permanece como único diretor, nem quanto à Eagle Football Holdings Limited, na qual segue como acionista majoritário.






