20 fevereiro 2026

Especialista explica mini-AVC de Hailey Bieber e aponta sinais de alerta

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A modelo e empresária Hailey Bieber voltou a falar sobre o problema de saúde que enfrentou em 2022 e que trouxe mudanças importantes em sua rotina e prioridades. Em participação a um podcast, ela contou que a experiência a tornou mais atenta aos sinais do corpo e mais cuidadosa com o bem-estar. O portal LeoDias procurou um especialista para explicar sobre o “mini-avc” e apontar os sinais de alerta.

Na época, Hailey buscou atendimento após sentir dormência em um dos lados do rosto. O quadro foi diagnosticado como Ataque Isquêmico Transitório (AIT), conhecido como mini-AVC, uma condição causada pela interrupção temporária do fluxo sanguíneo no cérebro. Durante a investigação, exames identificaram também um forame oval patente, alteração cardíaca congênita associada ao maior risco de eventos neurológicos. A empresária passou por um procedimento para correção e afirmou ter se recuperado bem.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Hailey BieberReprodução / Instagram Justin Bieber e HaileyReprodução: Instagram Reprodução/Instagram Reprodução/Instagram

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O neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola explica que o AIT é um sinal de alerta importante. “O Ataque Isquêmico Transitório acontece quando o fluxo de sangue para uma área do cérebro é interrompido por um curto período. Os sintomas são semelhantes aos do AVC e podem incluir fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, tontura, perda de equilíbrio ou alterações na visão”, afirma.

Segundo o médico, mesmo que os sinais desapareçam rapidamente, a situação não deve ser ignorada. “Muitas pessoas deixam de procurar atendimento porque os sintomas passam em poucos minutos ou horas. No entanto, o AIT é uma emergência médica e pode anteceder um AVC definitivo, especialmente nos primeiros dias após o episódio”, alerta.

O especialista reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento. “A avaliação médica permite identificar a causa do evento e iniciar o tratamento adequado, que pode envolver controle de fatores de risco, uso de medicamentos ou, em alguns casos, procedimentos para corrigir alterações cardíacas ou vasculares”, explica. Ele também orienta que qualquer sintoma neurológico súbito seja tratado com urgência. “Tempo é cérebro. Quanto mais rápido o paciente é avaliado, maiores são as chances de evitar sequelas ou complicações mais graves”, completa.

Após o episódio, Hailey afirmou que passou a monitorar a saúde de forma mais rigorosa e destacou que o maior sentimento após o tratamento foi de alívio por ter conseguido resolver a condição rapidamente e seguir com a rotina. A experiência, segundo ela, também reforçou sua atenção ao autocuidado e à manutenção de hábitos voltados à saúde.

O Ataque Isquêmico Transitório, conhecido como AIT, é um episódio neurológico súbito causado por uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo em uma região do cérebro. Ele provoca sintomas semelhantes aos de um AVC, porém com resolução completa, geralmente em minutos ou poucas horas, sem deixar sequelas permanentes detectáveis ao exame neurológico.

Apesar da recuperação completa, o AIT deve ser encarado como um sinal de alerta extremamente importante. Ele indica que existe uma fonte potencial de formação de coágulos ou algum problema na circulação cerebral, e o risco de um AVC definitivo é significativamente maior, especialmente nos primeiros dias após o evento. Por isso, o AIT é considerado uma emergência médica e exige investigação imediata.

Os sintomas são idênticos aos do AVC e dependem da área do cérebro afetada. Os mais comuns incluem:
•Fraqueza ou perda de força em um lado do corpo (rosto, braço ou perna)
•Dormência ou formigamento em um lado do corpo
•Dificuldade para falar ou entender a fala
•Perda súbita da visão em um dos olhos ou visão dupla
•Tontura intensa, desequilíbrio ou dificuldade para andar
•Assimetria facial súbita

Uma característica marcante do AIT é que esses sintomas desaparecem completamente, mas isso não significa que o problema foi resolvido. Pelo contrário, o risco de um AVC verdadeiro permanece elevado se a causa não for tratada.

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