Nesta quarta-feira (11/2), a atriz Júlia Almeida, filha de Manoel Carlos, usou uma rede social para lamentar um mês da partida de um dos maiores escritores de novela brasileira de todos os tempos. Ele morreu aos 92 anos em meio a um tratamento contra a doença de Parkinson.
Na conta fechada do Instagram, a artista reuniu fotos com o familiar, de quando ela era criança, e iniciou a legenda: “Ontem completou um mês da partida do meu pai. Talvez seja estranho admitir, mas a morte é o único destino certo — ainda que sejamos ensinados a acreditar apenas na permanência da vida. Entre tantas mensagens que recebo e agradeço, penso muito na minha mãe, Bety, que compartilhou 47 anos ao lado dele. Muitos imaginavam que ela iria desmoronar — eu mesma temi — mas o que vi foi o contrário: uma força silenciosa que nos aproximou ainda mais. A morte aproxima e também afasta, revelando a frequência e a verdade de cada encontro”.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Filha de Manoel Carlos lamenta 1 mês da morte do escritor: “A morte é o único destino certo”Reprodução Instagram Júlia Almeida Manoel Carlos e a filha Júlia AlmeidaReprodução/@produtoraboapalavra Manoel Carlos e Júlia AlmeidaReprodução Instagram Júlia Almeida O autor Manoel CarlosTV GLOBO / Cristiana Isidoro
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Em seguida, citou os avós, tanto no texto como nos registros: “Durante esses dias sonhei e pensei muito no meu avô materno — guardei isso comigo. Foi nesse tempo que minha mãe disse que gosta de imaginar meu pai sendo recebido por seu pai, meu avô Pedro. Minha mãe, boliviana criada no Acre, e meu avô nordestino — entre tantas coisas, um autêntico filho de Xangô — sempre trouxeram para minha história uma espiritualidade firme, um contraponto humano e verdadeiro a um universo muitas vezes intenso demais”.
Júlia descreveu a relação com o avô: “Quando meu avô chegava era como um trovão: presença viva, gargalhada fácil, cura nas ervas, nos chás, nas rezas e nos banhos — pé no chão. Ancestralidade em movimento. Na infância, fui profundamente ligada a ele — e ele a mim — e seguimos conectados de outras formas que o tempo ensina”.
Por fim, voltou a falar sobre a partida do pai e o que acredita sobre onde ele está neste momento: “Depois de 30 dias de silêncio e recolhimento, escolho falar com serenidade. Tenho certeza de que meu pai está sendo recebido por esse mesmo amor verdadeiro que sempre cultivou aqui, e isso me dá força. Pensei em escrever algo mais sentimental. Preferi a verdade. Tenho a convicção de que ele atravessa novos caminhos, sendo muito bem cuidado — como foi por quem realmente esteve presente. Escrever um post é fácil. O cuidado cotidiano transcende. Axé”.
Maneco faleceu no dia 10 do mês passado, janeiro, no Hospital Copa Star, em Copacabana, Rio de Janeiro. A doença de Parkinson, no último ano, comprometeu suas funções motoras e cognitivas. Ele era conhecido por suas inúmeras novelas, nas quais as protagonistas eram chamadas de Helena.






