Lázaro Ramos vai viver o primeiro vilão de sua trajetória em novelas — e a decisão de embarcar em “A Nobreza do Amor” não foi automática. Pelo contrário: envolveu escolha, renúncia e encantamento. O ator havia sido convidado para interpretar Ronei em “Coração Acelerado”, personagem também de perfil antagonista que acabou ficando com Thomás Aquino. Mas, ao ter acesso à sinopse da novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., Lázaro se apaixonou por Jendal e decidiu mudar de rota.
Segundo apurou a coluna, ele chegou a pedir desculpas às autoras da novela das sete e optou por seguir com o projeto ambientado no reino fictício de Batanga, justamente pela dimensão simbólica e política da história.
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“O que me atraiu nesse projeto, primeiramente, foi a possibilidade de fazer um vilão, algo pelo que ainda não havia transitado na carreira, principalmente em televisão. Além disso, o texto da novela é muito bonito, importante. Eu queria muito participar desse momento, dessa história que vamos contar. Jendal é um personagem muito desejado”, afirma o ator.
Em “A Nobreza do Amor”, Lázaro interpreta Jendal, primeiro-ministro que articula um golpe de Estado, trai a família real e se autoproclama rei. Ambicioso, estrategista e movido pela sede de poder, ele ordena a execução dos antigos aliados e consolida sua ascensão por meio de um casamento forçado com a princesa Alika (Duda Santos).
A escolha de Lázaro reforça o peso da produção. “A Nobreza do Amor” mergulha na ancestralidade africana, em disputas de poder e em uma narrativa afro-brasileira que atravessa continentes — do reino de Batanga ao interior do Nordeste.
Se depender da construção inicial, Jendal não será um vilão caricato. Ele surge como um antagonista político, articulado e simbólico — e já nasce com status de peça central da trama.






