O Bodo/Glimt venceu a Inter de Milão por 2 a 1 na terça-feira (24/2) e eliminou equipe italiana na temporada de estreia na Champions League com 5 a 2 no agregado. A classificação às oitavas da competição europeia aumentou o tamanho do feito da equipe norueguesa, que já havia vencido Atlético de Madrid e Manchester City na fase de grupos. Agora, conseguiu um “primo” brasileiro: o Mirassol.
Ao longo da semana, os dois clubes trocaram interações e criaram um laço que parecia improvável. A história começou a ser construída ainda em 2024, quando o Leão foi vice-campeão da Série B e conquistou o acesso à elite do Brasileirão pela primeira vez. A estreia na Série A veio acompanhada de outro feito histórico: a 4ª colocação e a classificação direta à Libertadores.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Serão seis jogos na competição europeia e dois na América do Sul.Reproodução/Conmebol | PSG UEFA Champions LeagueReprodução/X Vitão, Carrizo, Léo Duarte e Douglas Luiz movimentam o Mercado da Bola neste domingoReprodução/X: @mirassol Rafael GuanaesReprodução/Marcos Freitas/ Agência Mirassol
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Agora, o Mirassol se prepara para jogar a competição internacional pela primeira vez em sua história. A fase de grupo começa apenas em 8 de abril, mas enquanto isso o clube se inspira em uma trajetória semelhante, mesmo separadas a mais de 10 mil quilômetros. Afinal, se o Bodo/Glimt conseguiu derrubar gigantes europeus e chegar ao mata-mata da Champions, o que impede a equipe do interior paulista de repetir o feito?
Antes da partida contra a Inter, o atacante Jens Petter Hauge mandou um recado para o Leão: “Boa sorte. Desejo o melhor para eles, que mostraram que qualquer coisa é possível no futebol. É por isso que amamos esse esporte”, disse o autor do gol que abriu o placar, ao repórter da TNT Sports, Fred Caldeira.
Capitão do Mirassol, o lateral Reinaldo retribuiu o gesto: “Passando aqui para desejar uma grande sorte para vocês nesse jogo contra a Inter de Milão. Vamos para cima, estou na torcida, vamos para cima, vamos para a vitória”. Em inglês, o técnico Rafael Guanaes também enviou um recado ao Bodo/Glimt: “Estou aqui para desejar uma boa sorte para o jogo. Espero que tenham um grande jogo, que desfrutem, e saiam vitoriosos”.
Relação que ultrapassa fronteiras
Embora improvável e mesmo rara, as relações entre clubes brasileiros e estrangeiros não são novidade. Um dos destaques é a amizade entre Fluminense e Paris Saint-Germain, criada por meio de um torcedor tricolor que foi à França para conhecer culturas marginalizadas na juventude para avançar em sua tese de doutorado, e foi parar justamente nas arquibancadas do Parque dos Príncipes.
Entre bate-papos e idas às partidas, criou-se uma amizade com os ultras parisienses, que retribuíram a gentileza e vieram ao Brasil para conhecer o Maracanã. Desde então, o apoio só cresceu. Antes da final da Libertadores de 2023, por exemplo, os torcedores do PSG estenderam uma faixa com os dizeres “vamos tricolores, chegou a hora”, mantra da conquista da América daquele ano.
Em 2025, os torcedores do Fluminense retribuíram o gesto antes da final da Champions League entre Paris e Inter de Milão. A arquibancada tricolor ganhou tons de azul e vermelho para homenagear os amigos da França. “Vamos Paris, nada te impede”, dizia a faixa estendida no setor Sul do estádio.
Outra parceria entre franceses e brasileiros foi protagonizada por Cruzeiro e Mônaco. Em 2015, os clubes lançaram uma aliança focada em marketing, visando o intercâmbio de marca. À época, as páginas dos clubes ficaram temporariamente trocadas — ou seja, os perfis celestes ganharam escudo e nome do clube da França e vice-versa.






