10 fevereiro 2026

Morre Pretinha, companheira de Orelha; cuidador relata luta contra doença grave

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A cachorra Pretinha, companheira de Orelha, animal morto na Praia Brava, em Santa Catarina, há algumas semanas, teve a morte confirmada pelo empresário Bruno Ducatti, que havia assumido os custos do tratamento e se tornou seu cuidador. A confirmação foi feita por meio de um áudio, no qual ele detalha o quadro clínico e os esforços para tentar salvá-la.

Segundo Bruno, o primeiro contato com a situação de Pretinha ocorreu em meio à mobilização gerada pelo caso Orelha. “Eu tomei conhecimento da Pretinha num grupo de WhatsApp sobre o caso Orelha, estavam pedindo recursos, vendendo canequinhas para juntar dinheiro para o tratamento.” Diante da situação, ele decidiu intervir. “Na hora que eu vi aquilo, na hora eu sem pensar eu entrei em contato, falei: ‘Não pode deixar aqui no banco’, porque na minha cabeça já estava pensando que esse pessoal já tá sofrendo demais com essa história, imagina ter que agora correr atrás de vender caneca para ajudar outra cachorra.”

Veja as fotosAbrir em tela cheia Pretinha e OrelhaReprodução / Arquivo Pessoal Pretinha e OrelhaReprodução / Arquivo Pessoal Pretinha e OrelhaReprodução / Arquivo Pessoal Reprodução / Arquivo Pessoal Pretinha e OrelhaReprodução / Arquivo Pessoal Pretinha e OrelhaReprodução / Arquivo Pessoal Pretinha e OrelhaReprodução / Arquivo Pessoal Pretinha e OrelhaReprodução / Arquivo Pessoal

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Ao aprofundar-se no caso, Bruno relatou ter descoberto a gravidade do estado de saúde da cadela. “Quando eu entrei mais a fundo no caso, eu vivia esse momento de descobrir a gravidade do caso dela.” De acordo com ele, Pretinha já apresentava um quadro severo. “Ela já tinha uma doença renal crônica avançada e, para piorar, ela tinha dirofilariose, que é o verme do coração que agrava a condição renal.”

A partir do diagnóstico, foi iniciada uma tentativa intensiva de tratamento. “A partir daí foi uma luta contra o tempo envolvendo mais de 10 veterinários.” Bruno também citou apoio externo durante o processo. “Tivemos ajuda da Pet Love também para tratar ela.”

Apesar dos esforços, o quadro evoluiu de forma irreversível. “Infelizmente, a gente perdeu ela, né? O rinzinho dela parou de funcionar.” Em tom de pesar, o empresário falou sobre a frustração diante do desfecho. “A frustração para mim é muito grande de não ter conseguido tirar ela dessa situação.”

Ao concluir o relato, Bruno ressaltou o empenho coletivo na tentativa de salvá-la. “Ela não conseguiu resistir e muita gente boa ajudou ela a tentar fazer o melhor possível”. Ele, que mora em São Paulo e está em viagem à Califórnia, nos Estados Unidos, informou ainda que buscaria Pretinha assim que retornasse, mas não houve tempo.

A morte de Pretinha ocorre semanas após o caso Orelha, que gerou forte comoção e mobilização na Praia Brava, em Santa Catarina, envolvendo denúncias, investigações e manifestações em defesa dos animais.

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