1 de julho de 2026

Nikolas move ação contra Acadêmicos de Niterói por retratar cristãos em latas de conserva

Nikolas move ação contra Acadêmicos de Niterói por retratar cristãos em latas de conserva
Nikolas move ação contra Acadêmicos de Niterói por retratar cristãos em latas de conserva

A apresentação da Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro desencadeou uma nova frente de embate político. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) anunciou que vai protocolar uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra o presidente da escola, Wallace Palhares, sob a acusação de intolerância religiosa.

O estopim foi a ala intitulada “Neoconservadores em Conserva”, exibida no desfile realizado na Marquês de Sapucaí no último domingo (15/2). Os integrantes atravessaram a avenida caracterizados como latas de alimentos, com rótulos estampando expressões como “família tradicional” e ilustrações de pai, mãe e filhos. Máscaras faziam referência a segmentos identificados com o conservadorismo, como produtores rurais e líderes evangélicos.

- Publicidade -

Veja as fotosAbrir em tela cheia Nikolas Ferreira compartilhou um vídeo em suas redes sociais criticando a representação da alaReprodução: Instagram/@nikolasferreiradm Juliano Cazarré entrou na trend da “família em conserva”Reprodução: Instagram/@cazarre Yudi Tamashiro entrou na trend da “família em conserva”Reprodução: Instagram/@yuditamashiro Ratinho entrou na trend da “família em conserva”Reprodução: Instagram/@oratinho Nikolas Ferreira compartilhou crítica a Lula em referência à ala da Acadêmicos de NiteróiReprodução: Instagram/@nikolasferreiradm

Voltar
Próximo

Leia Também

Rio de Janeiro
Musa da Acadêmicos de Niterói explica briga com integrantes da escola: “Me desmoralizou”

Rio de Janeiro
Presidente da Acadêmicos de Niterói defende homenagem a Lula: “Maior estadista”

Carnaval
Desfile da Acadêmicos de Niterói sobre Lula gera repercussão na web e entre políticos

Política
Flávio Bolsonaro diz que vai acionar o TSE após desfile em homenagem a Lula na Sapucaí

Para o parlamentar, a encenação não se limitou à sátira política. Segundo ele, a imagem de cristãos retratados como produtos enlatados sugeriria que esse grupo seria “algo a ser descartado”. Em nota enviada ao portal LeoDias, declarou que a Constituição assegura a liberdade religiosa e que a legislação brasileira pune práticas discriminatórias motivadas por fé.

A controvérsia também reverberou em entidades e no meio político. A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro divulgou posicionamento classificando o episódio como intolerância religiosa. Já a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifestou preocupação com o uso de símbolos cristãos e da instituição familiar em contexto considerado ofensivo.

No Congresso, parlamentares da oposição reagiram publicamente. O deputado Otoni de Paula (MDB/RJ) afirmou que a ala aprofundou o distanciamento entre a esquerda e o eleitorado evangélico. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), homenageado no enredo da escola, avaliam que o episódio pode gerar desgaste e defendem cautela antes de qualquer movimento público.

Trend “família em conserva” mobilizou políticos e famosos
A reação passou do ambiente institucional e ganhou as redes sociais. Parlamentares e personalidades da mídia passaram a publicar imagens produzidas com Inteligência Artificial I(A) que simulam latas estampando fotos de suas próprias famílias, movimento que ficou conhecido como “família em conserva”. A proposta, segundo os participantes, é reafirmar valores ligados a “Deus, pátria e família” em tom de resposta à crítica carnavalesca.

Entre os nomes conhecidos que aderiram à tendência estão o ator Juliano Cazarré e os apresentadores Yudi Tamashiro e Ratinho, que compartilharam versões estilizadas com suas famílias em rótulos de lata. Outros políticos conservadores também entraram na onda, como Mario Frias, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, utilizando ferramentas de IA para criar montagens semelhantes e reforçar posicionamentos públicos.

Enquanto a polêmica se desdobra, Nikolas Ferreira afirma que levará o caso adiante para que haja apuração formal.

Leia a nota na íntegra:

No desfile da Acadêmicos de Niterói, a ala que retratou os cristãos numa “lata de sardinha” como se fossem algo a ser descartado, ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso. A própria OAB-RJ reconheceu o episódio como intolerância.

A Constituição garante liberdade religiosa. A Lei 7.716/89 pune atos de discriminação por motivo de religião. Por isso, protocolarei representação no Ministério Público do RJ contra o presidente da escola de samba, na condição de autor intelectual do desfile, para que os fatos sejam apurados com o rigor da lei. Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime.

Nikolas Ferreira – Deputado Federal (PL/MG)