Policiais civis realizaram, na manhã desta terça-feira (24/2), buscas em um imóvel localizado em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, associado ao cantor de funk João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original. O artista é alvo de um mandado de prisão no âmbito da operação “Fim da Fábula”, conduzida pelo Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento de Investigações Criminais.
De acordo com a investigação, uma organização criminosa especializada em golpes digitais estruturou um esquema financeiro complexo, com uso intensivo de fintechs e plataformas de apostas on-line, para lavar cerca de R$ 100 milhões obtidos por meio de fraudes praticadas em diversas regiões do país.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Operação mira MC Negão Original por suspeita de envolvimento em esquema milionárioReprodução Operação mira MC Negão Original por suspeita de envolvimento em esquema milionárioReprodução Operação mira MC Negão Original por suspeita de envolvimento em esquema milionárioReprodução Operação mira MC Negão Original por suspeita de envolvimento em esquema milionárioReprodução Operação mira MC Negão Original por suspeita de envolvimento em esquema milionárioReprodução
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Operação mira MC Negão Original por suspeita de envolvimento em esquema milionário
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A ação é coordenada pelo Deic, por intermédio da Divisão de Crimes contra o Patrimônio, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp). A operação ocorre simultaneamente nos estados de São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal.
Em São Paulo, são cumpridos mandados em municípios como a capital, Ferraz de Vasconcelos, Arujá, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Santo André, São José do Rio Preto, Praia Grande, São Vicente, Atibaia e Guarulhos. Em Minas Gerais, as diligências ocorrem em Capitólio, Belo Horizonte e Nova Lima, além de Brasília.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis, além da restrição judicial de 86 contas bancárias, de pessoas físicas e jurídicas, com limite de até R$ 100 milhões por conta.
Entre as fraudes apuradas estão o “golpe do INSS”, o “golpe do falso advogado” e o chamado “golpe da mão fantasma”. As apurações indicam ainda o uso de cartões clonados, falsas centrais telefônicas e a exploração de bets e fintechs para movimentação de recursos e clonagem de chaves Pix.
Segundo os investigadores, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções e mecanismos de ocultação patrimonial. O MPSP identificou ao menos 36 imóveis ligados aos investigados, além de centenas de veículos e embarcações, muitos registrados em nome de laranjas ou empresas de fachada.
A decisão que autorizou os bloqueios foi expedida pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista. Ao todo, cerca de 400 policiais civis e promotores de Justiça participam da operação.
O que diz a defesa do artista
Em nota divulgada nas redes sociais, a defesa de MC Negão Original afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos da investigação e, por isso, não é possível realizar uma análise técnica aprofundada sobre as acusações.
O advogado do artista sustenta que todas as transações financeiras relacionadas a ele têm origem lícita e que a inocência será comprovada assim que houver acesso completo aos documentos.
A defesa também declarou confiança no devido processo legal e informou que eventuais esclarecimentos serão prestados nos autos.
Leia a nota completa:
A defesa técnica de João Vitor Ribeiro Marcelino Guido, artista musical conhecido nacionalmente e internacionalmente como MC Negão Original, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos.
O artista é pessoa idônea, com trajetória profissional consolidada no cenário musical, possuindo grande expressão pública e reconhecimento no Brasil e no exterior. No momento, a defesa ainda não teve acesso integral aos autos da investigação que originou as medidas recentemente divulgadas, circunstância que impede qualquer análise técnica aprofundada sobre os fatos imputados.
Ressalta-se que João Vitor comprovará sua inocência assim que a defesa obtiver acesso completo aos elementos do procedimento, oportunidade em que será possível compreender com precisão o teor da acusação e exercer plenamente o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa.
Importante destacar, ainda, que todas as transações financeiras relacionadas ao artista possuem lastro documental e origem lícita, o que será devidamente demonstrado no momento oportuno, tão logo a defesa tenha acesso aos documentos e elementos investigativos.
A defesa reafirma confiança nas instituições e no devido processo legal, reiterando que quaisquer esclarecimentos serão prestados nos autos, foro adequado para a análise técnica e imparcial dos fatos.






