O cerco se fechou para Oruam. Após uma nova reviravolta na Justiça, a situação do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno passou de crítica a irreversível. Nesta quarta-feira (4/2), ele foi oficialmente declarado foragido depois que a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, expediu um novo mandado de prisão preventiva. Procurada pela reportagem da Band, a defesa do artista afirmou que ele não pretende se entregar nos próximos dias.
A decisão veio na esteira da revogação do habeas corpus pelo STJ, mas o que chamou a atenção das autoridades foi o relatório técnico da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap): Oruam não apenas ignorou as regras, como teria destruído o equipamento de monitoramento.
Veja as fotosAbrir em tela cheia OruamReprodução / Instagram Oruam se manifestou sobre onda de assaltos no RJReprodução / Instagram: @reserva.oruam OruamReprodução Instagram Oruam
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STJ revoga habeas corpus e decreta prisão preventiva de Oruam
Segundo a Seap, a tornozeleira eletrônica do cantor está desligada desde o último domingo (1/2). Por outro lado, o histórico de descumprimento vem de longe. Desde que o aparelho foi instalado, em setembro do ano passado, foram registradas nada menos que 66 violações, com 21 delas consideradas graves somente neste início de 2026.
Um detalhe técnico reforça a tese de que Oruam agiu com descaso total às medidas cautelares. O cantor chegou a trocar o equipamento em dezembro, e a perícia na tornozeleira antiga constatou “dano eletrônico, possivelmente por alto impacto”. Ou seja, o dispositivo não parou de funcionar sozinho; ele teria sido danificado à força.
Defesa afirma que Oruam não pretende se entregar nos próximos dias
Essa postura confirma o que fontes do portal LeoDias já haviam adiantado: Oruam optou por ignorar os conselhos da família e da namorada para viver uma “vida louca” ao lado de amigos. Inclusive, pode-se citar a realização de um show clandestino no Complexo do Alemão enquanto o sistema acusava falhas de sinal ou bateria descarregada.
O rapper foi preso originalmente acusado de seis crimes, incluindo: tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, desacato, dano e ameaça. O Ministério Público aponta que ele não apenas desacatou autoridades, mas liderou tumultos e ataques contra policiais, o que motivou a denúncia inicial por tentativa de homicídio qualificado.
A Band informou que a equipe de defesa do cantor foi procurada e informou que ele não pretende se entregar à polícia nos próximos dias.






