2 fevereiro 2026

Pix ganha novas regras de segurança e reforça devolução em casos de fraude

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O Pix passou a operar com novas regras de segurança obrigatórias para as instituições financeiras a partir desta segunda-feira (02). A principal mudança é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED) para a versão 2.0, que amplia as possibilidades de restituição de valores em casos de fraude ou falha operacional.

No modelo anterior, a devolução só era possível a partir da conta que havia recebido inicialmente a transferência. Com isso, golpistas conseguiam sacar ou transferir o dinheiro rapidamente, dificultando a recuperação dos valores pelas vítimas.

Com a nova versão do MED, o sistema passa a permitir o rastreamento do dinheiro mesmo depois que ele deixa a conta original, aumentando as chances de bloqueio e devolução ao usuário prejudicado.

A expectativa do Banco Central (BC) é fortalecer o combate às fraudes no sistema de pagamentos instantâneos. A identificação de contas usadas em golpes será facilitada, assim como o compartilhamento de informações entre as instituições participantes, o que tende a reduzir esse tipo de crime.

Segundo o BC, o novo mecanismo traz mais eficiência ao processo. “Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação”.

Outra inovação destacada é o recurso de autoatendimento para contestação de transferências. Desde 1º de outubro, os usuários podem solicitar a análise de operações suspeitas diretamente pelos canais digitais dos bancos, sem necessidade de contato com atendimento humano.

“O autoatendimento do MED [mecanismo de devolução] dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”, informou o BC.

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