Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a música “Rosas”, do grupo de rap Atitude Feminina, volta a ganhar destaque nas redes sociais e em debates sobre a violência contra a mulher no Brasil. Mesmo após duas décadas de sua criação, a canção continua sendo lembrada como um forte grito de denúncia e resistência.
Formado no ano 2000, na cidade de São Sebastião, no Distrito Federal, o grupo Atitude Feminina construiu sua trajetória usando o rap como ferramenta para discutir temas sociais, principalmente a realidade enfrentada por muitas mulheres nas periferias.
A música “Rosas” se tornou uma das mais marcantes da banda ao abordar, de forma direta e sensível, a violência contra a mulher. A letra expõe uma realidade dura e dolorosa, retratando casos de agressões e feminicídio, ao mesmo tempo em que utiliza um tom poético no refrão para transmitir a mensagem de forma ainda mais impactante.
Mais de vinte anos após sua criação, a canção continua atual. Para muitas pessoas, cantar “Rosas” ainda provoca indignação e tristeza, justamente porque os casos de violência e feminicídio continuam sendo registrados no país.
A música também carrega um simbolismo importante dentro das mobilizações do 8 de Março, data marcada por atos e manifestações em defesa dos direitos das mulheres em diversas partes do mundo.
O reconhecimento da canção começou ainda antes de seu lançamento oficial. A demo de “Rosas” venceu o Prêmio Hutúz de 2005, considerado um dos mais importantes do hip-hop nacional, na categoria de melhor demo feminina. O videoclipe da música foi gravado em 2005, antes mesmo do lançamento do álbum da banda, e acabou sendo lançado em 2006, no mesmo ano em que o disco chegou ao público.
Duas décadas depois, “Rosas” segue sendo mais que uma música: é um lembrete, um protesto e uma forma de resistência diante de uma realidade que ainda precisa ser enfrentada.


