A Polícia Federal prendeu em flagrante, na última sexta-feira, quatro pessoas suspeitas de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro, após o saque de mais de R$ 2,7 milhões em espécie em uma agência bancária no Recife.
Entre os detidos estava Fernando José Palma Sampaio, que atuava como assessor do deputado federal Vinicius Carvalho (PL-SP). Também foram presos Luiz Henrique de Albuquerque Bueno, Tiago Galve dos Santos e Tales Mariano Carvalho da Silva. Todos já foram colocados em liberdade provisória, enquanto o caso segue sob sigilo na Justiça Federal.
De acordo com a Polícia Federal, um dos suspeitos realizou o saque do dinheiro e faria a entrega aos demais envolvidos, que teriam chegado à capital pernambucana pouco antes da abordagem, em um jato particular.
“Os presos foram conduzidos à Polícia Federal, onde foram autuados em flagrante. As investigações continuam para apurar a origem dos recursos e possíveis outros ilícitos”, informou a corporação em nota.
A defesa dos investigados contesta a prisão. O advogado Ulisses Narcizo afirmou que não há elementos suficientes para caracterizar o crime. “A imputação de lavagem de dinheiro depende da comprovação de um crime anterior”, declarou.
Após a repercussão do caso, o deputado Vinicius Carvalho anunciou a exoneração imediata de Sampaio do cargo. Em nota, o parlamentar afirmou que não tinha conhecimento da viagem do assessor ao Recife nem de qualquer conduta investigada.
Segundo a defesa do deputado, o próprio depoimento de Sampaio e a manifestação do Ministério Público Federal indicam que não há elementos que liguem o parlamentar ao caso.
“O deputado repudia qualquer vinculação ao seu nome e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, diz trecho da nota. O parlamentar também declarou estar à disposição da Justiça para colaborar com as investigações.
Fonte O GLOBO


