O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve sua pré-candidatura à Presidência da República confirmada pelo Partido Social Democrático (PSD). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30), em São Paulo, pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
Durante a coletiva, Caiado adotou um tom forte e fez uma declaração que gerou repercussão imediata: prometeu, caso eleito, conceder uma “anistia ampla, geral e irrestrita”. A medida poderia beneficiar, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Caiado, a proposta tem como objetivo “pacificar o país” e encerrar a polarização política. Ele afirmou ainda que não faz parte desse embate e que poderia conduzir o Brasil a um novo momento.
Ao comentar o cenário eleitoral, o governador foi direto ao afirmar que derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não seria o maior desafio. “Ganhar do PT é fácil. O difícil é governar para que o partido deixe de ser opção no país”, declarou.
A escolha de Caiado ocorreu após disputa interna no PSD, que também tinha como pré-candidatos os governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior. Ratinho desistiu da corrida na semana passada, enquanto Leite criticou a decisão do partido e afirmou estar “desencantado” com a condução política.
Apesar das divergências, Caiado elogiou Leite, destacando sua gestão e capacidade administrativa.
Ao oficializar a escolha, Kassab classificou o momento como “difícil”, mas também um “privilégio”, ressaltando que o partido contava com três nomes fortes e bem avaliados.
O PSD aposta na construção de uma “terceira via” em meio à polarização entre Lula e aliados do bolsonarismo, embora pesquisas indiquem dificuldades para viabilizar esse espaço.
Caiado se filiou recentemente ao PSD, em março deste ano, após deixar o União Brasil, em movimento estratégico para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto.


