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Caminhoneiros cancelam greve após acordo com governo Lula

Por Cris Menezes 20/03/2026 15:06 Atualizado em 20/03/2026 15:13
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Caminhoneiros decidiram cancelar a paralisação nacional após considerarem satisfatórias as propostas apresentadas pelo Governo Federal. Em assembleia realizada em Santos (SP), a categoria optou por manter as atividades e seguir em negociação com o Governo do Brasil.

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A articulação entre os trabalhadores e o Executivo contou com a participação do ministro Guilherme Boulos, que intermediou as demandas junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro dos Transportes, Renan Filho. Um novo encontro com representantes dos caminhoneiros está previsto para a próxima quarta-feira (25), dando continuidade ao diálogo.

Segundo relatos da categoria, a principal reivindicação histórica — o piso mínimo do frete — finalmente começou a avançar. “Estamos desde 2018 lutando por isso. Nenhum governo tinha feito, só agora fomos atendidos”, afirmaram lideranças durante a assembleia.

Entre as medidas anunciadas pelo governo estão a isenção de tributos como PIS/Cofins sobre o óleo diesel e a concessão de um subsídio de R$ 0,32 por litro para produtores. Também foi assinada uma medida provisória que endurece as regras para o cumprimento do valor mínimo do frete, com o objetivo de garantir mais proteção aos caminhoneiros.

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Outra ação destacada foi o reforço na fiscalização em todo o país para coibir aumentos abusivos no preço dos combustíveis. Além disso, o governo propôs aos estados a divisão do custo da isenção do ICMS sobre o diesel, medida que ainda depende da adesão dos governadores.

De acordo com Boulos, o combate à especulação e a práticas abusivas no mercado de combustíveis é prioridade. Ele também criticou a privatização da BR Distribuidora, realizada em gestões anteriores, apontando que a venda reduziu a capacidade de controle do Estado sobre os preços.

“O governo perdeu um instrumento importante para equilibrar o mercado e evitar abusos ao consumidor”, afirmou o ministro, ao destacar o impacto da medida na cadeia de distribuição de combustíveis.

Com a decisão de não aderir à greve, os caminhoneiros seguem trabalhando normalmente, enquanto aguardam novos avanços nas negociações com o governo federal.

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